Calculadora de chmod: permissões do Linux

Converta chmod nos dois sentidos: digite 755 e veja rwxr-xr-x, ou cole o modo do ls -l e receba o octal. A tela diz o que cada dígito permite em arquivo e em diretório, com setuid, setgid e sticky.

Revisão técnica: Cesar Gargiulo (segurança da informação)
Valim, o mascote do ValorFinal, representando a categoria Tecnologia

A conversão acontece no seu navegador. Nenhum caminho de arquivo, nome de servidor ou permissão sai do seu computador.

Comece por um dos modos mais buscados

Estou mexendo em

Em diretório, x não executa nada: é a permissão de entrar. E r é a de listar os nomes.

Aceita 3 dígitos e 4 com os bits especiais (4755, 2775, 1777).

Cole a coluna do ls -l, com ou sem a letra do tipo na frente.

Permissões por dono, grupo e outros
QuemLer (r)Escrever (w)Executar (x)
Donoo usuário que é dono do arquivo
Grupoquem pertence ao grupo do arquivo
Outrostodo o resto da máquina
Bits especiais (o quarto dígito)
Outros modos:

Modo do arquivo

755

rwxr-xr-x

chmod 755 arquivo.sh

O que esse modo permite em um arquivo

QuemDígitoLetrasNa prática
Dono7rwxLer, escrever e executar.
Grupo5r-xLer e executar.
Outros5r-xLer e executar.

O que significa chmod 777, 755, 644, 600 e outros modos?

Deslize a tabela para o lado: são 7 colunas.

Os 15 modos de chmod mais usados, com o simbólico, o que dono, grupo e outros podem fazer e onde cada um é aplicado
ModoSimbólicoAplicado emDonoGrupoOutrosOnde se usa
chmod 400r--------Arquivosó lênadanadaChave .pem de servidor: a documentação do Amazon EC2 manda aplicar chmod 400.
chmod 444r--r--r--Arquivosó lêsó lêsó lêArquivo só de leitura. Nem o dono grava sem trocar o modo antes; só o root passa por cima.
chmod 600rw-------Arquivolê e escrevenadanadaChave SSH privada, arquivo .env e senha de banco de dados.
chmod 640rw-r-----Arquivolê e escrevesó lênadaConfiguração que o serviço do grupo precisa ler.
chmod 644rw-r--r--Arquivolê e escrevesó lêsó lêArquivo comum: página HTML, imagem, documento.
chmod 664rw-rw-r--Arquivolê e escrevelê e escrevesó lêArquivo que a equipe do grupo edita.
chmod 700rwx------Diretóriolista, entra, cria e apaganadanadaPasta privada, como a ~/.ssh.
chmod 711rwx--x--xDiretóriolista, entra, cria e apagasó entrasó entraHome em servidor compartilhado: quem sabe o caminho entra, mas os outros não listam nada.
chmod 750rwxr-x---Diretóriolista, entra, cria e apagalista e entranadaPasta que só o grupo enxerga.
chmod 755rwxr-xr-xDiretóriolista, entra, cria e apagalista e entralista e entraPasta de site. Em arquivo, é o modo de script e de programa.
chmod 775rwxrwxr-xDiretóriolista, entra, cria e apagalista, entra, cria e apagalista e entraPasta de trabalho em equipe.
chmod 777rwxrwxrwxDiretóriolista, entra, cria e apagalista, entra, cria e apagalista, entra, cria e apagaEvite: qualquer usuário grava na pasta e apaga o que é dos outros.
chmod 1777rwxrwxrwtDiretóriolista, entra, cria e apagalista, entra, cria e apaga só o que é seulista, entra, cria e apaga só o que é seuO /tmp: todos gravam, e cada um só apaga o que é seu.
chmod 2775rwxrwsr-xDiretóriolista, entra, cria e apagalista, entra, cria e apagalista e entraPasta de equipe em que o arquivo novo herda o grupo da pasta.
chmod 4755rwsr-xr-xArquivolê, escreve e executalê e executalê e executaPrograma com setuid, como o /usr/bin/passwd.

Simbólico e permissões calculados pela mesma conta da ferramenta acima. Em diretório, criar e apagar exigem w e x juntos; com o sticky do 1777, grupo e outros só apagam o que é deles. O 755 aparece como diretório, mas é também o modo de script e programa.

O que cada dígito de 0 a 7 significa

Deslize a tabela para o lado: são 4 colunas.

Os oito dígitos do chmod, com as letras e o que cada um permite em um arquivo e em um diretório
DígitoLetrasEm um arquivoEm um diretório
0---Nenhum acesso.Nenhum acesso.
1--xSó executar.Só entrar (cd), sem poder listar.
2-w-Só escrever.Inútil sozinho: criar exige entrar também.
3-wxEscrever e executar.Entrar, criar e apagar, sem ver a lista.
4r--Só ler.Só listar os nomes, sem abrir o que está dentro.
5r-xLer e executar.Listar e entrar. É o mínimo para navegar.
6rw-Ler e escrever.Só listar os nomes. Sem x, não entra nem cria nada.
7rwxLer, escrever e executar.Listar, entrar, criar e apagar.

Todo dígito é a soma de três pesos fixos: 4 para ler, 2 para escrever e 1 para executar. O modo completo tem três dígitos, um para o dono, um para o grupo e um para os outros, nessa ordem; um quarto dígito na frente liga os bits especiais. A coluna da direita existe porque as mesmas letras fazem coisas diferentes em um diretório.

Em resumo

O chmod define o que o dono, o grupo e todos os outros podem fazer com um arquivo ou diretório. Cada um dos três vira um dígito, somando 4 para ler, 2 para escrever e 1 para executar. Por isso chmod 755 aparece no ls -l como rwxr-xr-x, e chmod 644 como rw-r--r--. A regra está no POSIX (The Open Group Base Specifications, Issue 8, de 2024) e é a mesma no Linux, no macOS e no BSD.

Os modos mais buscados têm uso certo. O 600 (rw-------) é o da chave SSH e do arquivo .env, e o cliente OpenSSH ignora a chave privada que der qualquer acesso ao grupo ou aos outros. O 644 serve para arquivo comum, e o 755, para pasta e script. O 777 (rwxrwxrwx) deixa qualquer usuário da máquina gravar: num diretório, a calculadora mostra 2 avisos de risco para ele. A tabela acima traz 15 modos, do 400 da chave .pem ao 4755 do passwd.

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O chmod define quem pode ler, escrever e executar um arquivo ou diretório, separando dono, grupo e todos os outros. Cada um desses três vira um dígito de 0 a 7, somando 4 para ler, 2 para escrever e 1 para executar. É por isso que 755 significa rwxr-xr-x e 644 significa rw-r--r--.

Como funciona a conta do chmod?

A conversão é aritmética simples, sem ambiguidade. As três permissões de cada grupo são bits: ler vale 4, escrever vale 2 e executar vale 1. Somando os que estão ligados, sai um número de 0 a 7, e os três números na ordem dono, grupo, outros formam o modo. Um quarto dígito opcional na frente carrega os bits especiais, com a mesma lógica: setuid vale 4, setgid vale 2 e sticky vale 1.

A conversão inversa é a mesma conta lida ao contrário: o modo simbólico do ls -l tem nove letras, três por grupo, e cada grupo vira um dígito. Nos bits especiais, a letra ocupa a casa do x, aparecendo minúscula quando o x também está ligado e maiúscula quando não está.

A permissão efetiva ainda depende do dono e do grupo do arquivo, que o chmod não muda. Para redes e servidores, veja também a calculadora de sub-rede IPv4, e para conferir a integridade de um arquivo baixado, a verificação de hash de arquivo. Para separar as partes de um identificador da AWS, use as ferramentas DevOps com leitor de ARN.

Método

dígito = (r ? 4 : 0) + (w ? 2 : 0) + (x ? 1 : 0)

modo = dígito(dono) dígito(grupo) dígito(outros)

especial = (setuid ? 4 : 0) + (setgid ? 2 : 0) + (sticky ? 1 : 0)

Base: The Open Group Base Specifications, Issue 8 (POSIX.1-2024), utilitário chmod e chamada chmod, e o manual do GNU Coreutils. A conversão é determinística e roda no seu navegador.

chmod 777 resolve permission denied?

Não. Às vezes o erro some e a causa continua lá, e há casos em que nem o erro some. Quatro situações que dá para conferir:

  1. O Linux confere a permissão de cada pasta do caminho, e não só a do arquivo. O manual de resolução de caminhos do kernel (path_resolution) diz que a falta de permissão de busca em qualquer diretório do caminho devolve EACCES, o "Permission denied". Um config.yml em 777 dentro de uma pasta 700 de outro usuário continua inalcançável. O comando namei -l /caminho/do/arquivo mostra o modo e o dono de cada pasta até ele.
  2. Só o dono do arquivo, ou o root, pode mudar o modo. Para os outros, o próprio chmod 777 falha com "Operation not permitted" (EPERM, no manual da chamada chmod). Quando o problema é dono errado, a correção é chown, e depois dela o 755 ou o 644 bastam.
  3. Em partição montada com a opção noexec, rodar um programa devolve EACCES com qualquer modo: o manual do execve lista "The filesystem is mounted noexec" entre as causas do erro. SELinux e AppArmor também negam acesso por cima do modo.
  4. Em alguns lugares o 777 cria um erro novo. O cliente OpenSSH ignora a chave privada que der qualquer acesso ao grupo ou aos outros e mostra uma mensagem como "Permissions 0777 for 'id_ed25519' are too open". Num diretório, esta calculadora acende 2 avisos para o 777, e um deles é o que o /tmp resolve com o sticky: sem ele, qualquer usuário apaga o arquivo de qualquer outro.

O que resolve é achar a pasta ou o dono que está barrando, com ls -l ou namei -l, e aplicar o menor modo que funciona. A diferença entre pasta e arquivo, a umask e o chmod recursivo estão no guia de permissões do chmod no Linux.

Onde nasce a maioria dos "permission denied"

Quase todo problema de permissão que parece inexplicável vem da mesma confusão: tratar diretório como se fosse arquivo. O bit x em um arquivo autoriza rodá-lo. Em um diretório, ele não roda nada: autoriza atravessar aquele diretório. Sem x, o sistema nem chega aos arquivos de dentro, por melhores que sejam as permissões deles.

chmod 644 pasta/

O ls funciona e mostra os nomes, mas abrir qualquer arquivo de dentro falha. Falta o x, que é a permissão de entrar. É o erro mais comum de quem aplicou o modo de arquivo numa pasta em massa.

chmod 711 pasta/

O contrário: ninguém lista o que existe ali, mas quem já sabe o caminho exato consegue abrir. É o modo de um diretório home de usuário em servidor compartilhado, e de pastas que servem arquivo por URL conhecida.

Na hora de aplicar em massa, isso vira uma regra prática: nunca use o mesmo modo para os dois. O par que resolve quase todo site é 755 nas pastas e 644 nos arquivos, separando por tipo com o find:

find . -type d -exec chmod 755 {} +
find . -type f -exec chmod 644 {} +

Limitações

  • O chmod não muda quem é o dono nem o grupo do arquivo. Quando o acesso continua negado com o modo certo, o que falta costuma ser chown ou chgrp.
  • O modo efetivo de um arquivo recém-criado ainda passa pelo umask do sistema, que subtrai permissões. A conta desta página é a do modo aplicado, não a do padrão de criação.
  • Listas de controle de acesso (ACL, via setfacl), atributos estendidos, chattr, SELinux e AppArmor podem permitir ou negar acesso por cima do modo. Em sistema com essas camadas ligadas, o chmod é só uma parte da resposta.
  • Sistemas de arquivos montados de Windows ou de rede (NTFS, exFAT, FAT, algumas montagens de CIFS) não guardam o modo POSIX: o valor exibido vem da opção de montagem e o chmod não tem efeito real ali.

Guia completo

chmod no Linux: permissões rwx e os números 755, 644 e 600

Aprenda como funcionam as permissões no Linux com chmod, o que significam r, w e x para owner, group e others, como ler a notação octal e quando usar valores como 755, 644 e 600, com os cuidados do 777.

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Atualizado em . Fontes: The Open Group Base Specifications (chmod) / GNU Coreutils.

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Perguntas frequentes

O que significa chmod 755?

755 dá permissão total ao dono (ler, escrever e executar) e permissão de leitura e execução ao grupo e a todos os outros usuários. É o modo típico de um script executável e de um diretório que precisa ser navegado por qualquer pessoa. Em letras, 755 é rwxr-xr-x: o 7 do dono vale 4 mais 2 mais 1, e cada 5 vale 4 mais 1.

O que significa chmod 644?

644 é o modo comum de arquivo que não precisa ser executado: o dono lê e escreve, e grupo e outros apenas leem. Em letras, rw-r--r--. É o que se usa em página HTML, imagem, arquivo de configuração público e documento. Aplicar 644 em um script faz o script parar de rodar, porque falta o bit de execução; aplicar 644 em um diretório impede entrar nele.

O que significa chmod 600?

600 deixa o arquivo só para o dono, que lê e escreve. Grupo e outros ficam sem acesso nenhum. Em letras, rw-------. É o modo de chave SSH privada, de arquivo .env e de qualquer credencial guardada em texto. O cliente OpenSSH cobra isso: se a chave privada der qualquer acesso ao grupo ou aos outros, ele avisa que as permissões estão abertas demais e ignora a chave. A pasta ~/.ssh, que precisa do x para ser atravessada, fica em 700 (rwx------).

Por que 777 é perigoso?

777 libera leitura, escrita e execução para qualquer usuário da máquina. Na prática, qualquer processo comprometido, qualquer conta de serviço e qualquer pessoa com acesso ao servidor pode reescrever o conteúdo, inclusive trocando um script por outro que será executado depois. Em servidor web compartilhado, é a receita clássica de arquivo modificado sem ninguém saber como. Quando algo só funciona com 777, o problema real quase sempre é o dono ou o grupo errado, e a correção é chown ou chgrp, não abrir tudo.

Para que serve chmod +x?

chmod +x liga o bit de execução, o que permite rodar um script ou programa com ./nome. Sem a letra de quem recebe (u, g, o ou a), o chmod aplica a mudança para todos, mas respeita a umask: com a umask 022, padrão em muitas distribuições, um arquivo 644 vira 755. Para dar execução só ao dono, use chmod u+x. Arquivo baixado ou extraído de um zip costuma chegar sem esse bit, e essa é a causa mais simples do Permission denied ao rodar ./script.sh.

Como ver a permissão atual de um arquivo no Linux?

ls -l arquivo mostra o modo em letras, como -rwxr-xr-x, com o tipo na frente e, depois, o dono e o grupo. Para ver o número, o stat do GNU coreutils aceita formato: stat -c '%a %A %n' arquivo imprime algo como 755 -rwxr-xr-x arquivo. Numa pasta, use ls -ld para ver a própria pasta, e não o que está dentro dela. Esta calculadora faz a leitura inversa: cole a coluna do ls -l no campo Simbólico e ela devolve o octal.

Qual a diferença entre permissão de arquivo e de diretório?

As mesmas três letras significam coisas diferentes. Em arquivo, r é ler o conteúdo, w é alterar e x é executar. Em diretório, r é listar os nomes de dentro, w é criar e apagar entradas (só junto com o x), e x é entrar, ou seja, atravessar o caminho para chegar ao que está lá dentro. É por isso que um diretório sem x devolve permission denied mesmo quando o arquivo lá dentro está com 644: ninguém consegue chegar até ele.

Como converter chmod simbólico para octal?

Cada grupo de três letras vira um dígito somando 4 para r, 2 para w e 1 para x. Em rwxr-xr-x, o primeiro grupo rwx soma 4 mais 2 mais 1, que é 7; os dois grupos r-x somam 4 mais 1, que é 5. O resultado é 755. Nesta página dá para fazer o caminho inverso também: cole a coluna do ls -l e o octal aparece pronto.

O que são setuid, setgid e sticky?

São os três bits do quarto dígito. Setuid (4) faz o programa rodar com os privilégios do dono do arquivo, e não de quem executou; é o mecanismo por trás do passwd e do sudo. Setgid (2) faz o mesmo com o grupo e, aplicado a um diretório, faz tudo que for criado dentro herdar o grupo da pasta. Sticky (1) em diretório com escrita liberada impede que um usuário apague arquivo de outro: é o que o /tmp usa, por isso 1777 e não 777.

Por que o ls mostra S maiúsculo em vez de s?

O bit especial ocupa a mesma casa do x no modo simbólico. Quando o x também está ligado, a letra sai minúscula (s ou t). Quando o x está desligado, ela sai maiúscula (S ou T), e isso é um aviso: o bit foi pedido, mas não tem efeito prático ali, porque não há execução para acontecer com privilégio diferente.

O que muda ao escolher "Um arquivo" ou "Um diretório" na calculadora?

O modo é o mesmo, mas a explicação e os avisos mudam, porque as letras valem outra coisa em diretório. Em arquivo, x é executar. Em diretório, x é entrar, r é listar os nomes, e w só cria ou apaga junto com o x. Por isso o 644 é normal num arquivo e trava uma pasta, já que ninguém consegue entrar nela. Com "Um diretório" marcado, a tabela do que o modo permite e o quadro de avisos passam a falar de listar, entrar, criar e apagar.

O que aparece no quadro "Atenção neste modo"?

É a lista de riscos concretos do modo marcado, calculada a partir dos bits. A calculadora avisa quando a escrita está liberada para qualquer usuário, quando o setuid aparece junto de escrita para todos (aí qualquer um troca o programa que roda como o dono), quando um diretório com escrita pública está sem sticky e quando uma pasta tem r sem x. Também explica o efeito do setuid e do setgid. Um 755 ou um 644 em arquivo não geram aviso nenhum; um 777 em diretório gera 2.