Boletim Focus hoje: a previsão do mercado para Selic, IPCA, dólar e PIB
As projeções que bancos e consultorias enviam toda semana ao Banco Central, com o que mudou desde a edição anterior e a Selic esperada em cada reunião do Copom.
Página mantida por Cesar Gargiulo. Números, tabelas e textos se atualizam sozinhos a cada edição do Focus, a partir da base do Banco Central.
O que o mercado espera para o fim de 2026
Inflação (IPCA)
5,22%
subiu de 5,19%
Selic no fim do ano
13,50%
subiu de 13,25%
Dólar no fim do ano
R$ 5,34
subiu de R$ 5,05
Crescimento do PIB
1,76%
caiu de 1,80%
Mediana do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 03/11/2026, com respostas até 30/10/2026. A próxima edição sai na segunda-feira, 09/11/2026.
No Boletim Focus divulgado em 03/11/2026, com dados até 30/10/2026, o mercado projeta para o fim de 2026 IPCA de 5,22%, Selic de 13,50%, dólar a R$ 5,34 e crescimento do PIB de 1,76%.
O que mudou no Focus desta semana
A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%. O número fica acima do teto da meta de inflação, de 4,50%. Para 2027, a projeção subiu de 4,34% para 4,76%.
Para a Selic, a taxa esperada no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50%. Para a próxima reunião do Copom, a última do ano, com decisão em 9 de dezembro de 2026, a mediana é de 13,50%, o que seria um corte de 0,25 ponto em relação aos 13,75% de hoje. No fim de 2027, a projeção subiu de 11,75% para 12,50%.
No câmbio, o dólar esperado para o fim de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, uma alta de 5,8% em uma semana. Quatro semanas antes, a projeção era de R$ 5,20. Para o fim de 2027, R$ 5,40.
O crescimento esperado do PIB em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, e o de 2027 caiu de 1,31% para 1,20%.
As medianas reúnem as respostas enviadas ao Banco Central nos 30 dias até 30 de outubro de 2026. Para o IPCA de 2026, responderam 144 instituições.
A tabela do Focus: IPCA, PIB, dólar e Selic ano a ano
As mesmas colunas do relatório oficial: a mediana de hoje, a de uma semana atrás e a de quatro semanas atrás, para o ano corrente e os seguintes.
| Indicador | Há 1 semana | Hoje |
|---|---|---|
| IPCA (inflação)144 respostas | 5,19% | 5,22%subiu na semana |
| PIB (crescimento)117 respostas | 1,80% | 1,76%caiu na semana |
| Dólar no fim do ano120 respostas | R$ 5,05 | R$ 5,34subiu na semana |
| Selic no fim do ano143 respostas | 13,25% | 13,50%subiu na semana |
| Indicador | Há 1 semana | Hoje |
|---|---|---|
| IPCA (inflação)144 respostas | 4,34% | 4,76%subiu na semana |
| PIB (crescimento)116 respostas | 1,31% | 1,20%caiu na semana |
| Dólar no fim do ano119 respostas | R$ 5,15 | R$ 5,40subiu na semana |
| Selic no fim do ano143 respostas | 11,75% | 12,50%subiu na semana |
| Indicador | 2028 | 2029 |
|---|---|---|
| IPCA (inflação) | 4,00%subiu na semana | 3,98%subiu na semana |
| PIB (crescimento) | 1,80%caiu na semana | 2,00%igual à semana anterior |
| Dólar no fim do ano | R$ 5,40subiu na semana | R$ 5,45subiu na semana |
| Selic no fim do ano | 11,00%subiu na semana | 10,25%subiu na semana |
Colunas: mediana na pesquisa de 30/10/2026, na de 23/10/2026 e na de 02/10/2026. A seta compara com a semana anterior. Fonte: Banco Central, Focus-Relatório de Mercado.
A Selic esperada em cada reunião do Copom
O Focus também pergunta a meta da Selic ao fim de cada reunião. A linha destacada é a próxima. A data, a última decisão e o histórico estão na página da próxima reunião do Copom.
| Reunião | Há 1 semana | Hoje |
|---|---|---|
| 8 e 9 de dezembro de 2026próxima reunião | 13,25% | 13,50%subiu na semana |
| 26 e 27 de janeiro de 2027 | 13,00% | 13,50%subiu na semana |
| 16 e 17 de março de 2027 | 12,75% | 13,50%subiu na semana |
| 27 e 28 de abril de 2027 | 12,50% | 13,50%subiu na semana |
| 15 e 16 de junho de 2027 | 12,25% | 13,25%subiu na semana |
| 3 e 4 de agosto de 2027 | 12,00% | 13,00%subiu na semana |
| 21 e 22 de setembro de 2027 | 12,00% | 12,75%subiu na semana |
| 26 e 27 de outubro de 2027 | 11,75% | 12,50%subiu na semana |
| 7 e 8 de dezembro de 2027 | 11,75% | 12,50%subiu na semana |
| 1ª reunião de 2028 | 11,50% | 12,25%subiu na semana |
Mediana da meta Selic esperada ao fim de cada reunião, na pesquisa de 30/10/2026. A meta em vigor é de 13,75%. Datas do calendário oficial do Copom.
Como as previsões para este ano mudaram em 12 meses
Uma mediana por semana, nas últimas 52 semanas, para o ano corrente. A linha mostra quando o mercado revisou a expectativa e quanto.
Inflação (IPCA) em 2026
Em 31/10/2025, a mediana para 2026 era 4,20%; na pesquisa de 30/10/2026, 5,22%. Mínima de 3,91% em 27/02/2026 e máxima de 5,33% em 19/06/2026.
Selic no fim do ano em 2026
Em 31/10/2025, a mediana para 2026 era 12,25%; na pesquisa de 30/10/2026, 13,50%. Mínima de 12,00% em 21/11/2025 e máxima de 14,00% em 19/06/2026.
Dólar no fim do ano em 2026
Em 31/10/2025, a mediana para 2026 era R$ 5,50; na pesquisa de 30/10/2026, R$ 5,34. Mínima de R$ 5,05 em 23/10/2026 e máxima de R$ 5,50 em 31/10/2025.
Crescimento do PIB em 2026
Em 31/10/2025, a mediana para 2026 era 1,78%; na pesquisa de 30/10/2026, 1,76%. Mínima de 1,76% em 30/10/2026 e máxima de 1,99% em 10/07/2026.
Inflação por grupo, contas públicas e setor externo
O relatório traz mais de vinte projeções além das quatro principais. Estas são as que mais aparecem no noticiário e nos contratos: o IGP-M do aluguel, a inflação de serviços e de alimentos, o desemprego e o resultado das contas do governo.
| Indicador | 2026 | 2027 |
|---|---|---|
| IGP-MÍndice da FGV usado em muitos contratos de aluguel. | 6,05%subiu na semana | 4,21%subiu na semana |
| Preços administradosItens com preço regulado: energia, combustíveis, planos de saúde, tarifas. | 4,80%igual à semana anterior | 4,44%subiu na semana |
| Preços livresO restante do IPCA, com preço definido pelo mercado. | 5,34%subiu na semana | 4,88%subiu na semana |
| ServiçosAluguel, alimentação fora de casa, cabeleireiro, mensalidades. | 5,62%igual à semana anterior | 5,50%subiu na semana |
| Alimentação em casaComida comprada no mercado. | 7,46%subiu na semana | 6,24%subiu na semana |
| Bens industrializadosRoupas, eletrodomésticos, carros, remédios. | 3,44%igual à semana anterior | 2,93%subiu na semana |
| DesempregoTaxa de desocupação média do ano, pela PNAD Contínua do IBGE. | 5,20%igual à semana anterior | 5,80%subiu na semana |
| Resultado primário, em % do PIBReceitas menos despesas do governo, sem os juros. Negativo é déficit. | -0,49caiu na semana | -0,40caiu na semana |
| Resultado nominal, em % do PIBResultado do governo já com os juros da dívida. Negativo é déficit. | -8,93igual à semana anterior | -8,50igual à semana anterior |
| Dívida líquida do setor público, em % do PIBDívida pública descontados os créditos do governo. | 70,20subiu na semana | 74,20subiu na semana |
| Dívida bruta do governo geral, em % do PIBTudo o que o governo deve, sem descontar créditos. | 83,50igual à semana anterior | 87,40subiu na semana |
| Conta corrente, em US$ bilhõesSaldo das transações do Brasil com o exterior. Negativo é déficit. | -60,0igual à semana anterior | -59,4igual à semana anterior |
| Balança comercial (saldo), em US$ bilhõesExportações menos importações de bens. | 79,9caiu na semana | 79,8igual à semana anterior |
| Investimento direto no país, em US$ bilhõesDinheiro estrangeiro que entra em empresas instaladas aqui. | 84,5subiu na semana | 80,0igual à semana anterior |
Mediana na pesquisa de 30/10/2026. A seta compara com a semana anterior. Resultado fiscal e conta corrente negativos indicam déficit.
O Boletim Focus acerta?
Na primeira semana de cada ano, o Focus registra o que o mercado espera para a inflação e para a Selic no fim daquele ano. A tabela põe essa previsão ao lado do que aconteceu. De 2002 a 2025, a inflação passou do previsto em 15 dos 24 anos. As três maiores diferenças foram em 2002 (+7,78 pontos), 2021 (+6,74 pontos) e 2015 (+4,11 pontos).
| Ano | IPCA previsto | IPCA real | Diferença | Selic prevista | Selic real |
|---|---|---|---|---|---|
| 2025 | 4,99% | 4,26% | -0,73 | 15,00% | 15,00% |
| 2024 | 3,90% | 4,83% | +0,93 | 9,00% | 12,25% |
| 2023 | 5,30% | 4,62% | -0,68 | 12,25% | 11,75% |
| 2022 | 5,03% | 5,79% | +0,76 | 11,50% | 13,75% |
| 2021 | 3,32% | 10,06% | +6,74 | 3,25% | 9,25% |
| 2020 | 3,60% | 4,52% | +0,92 | 4,50% | 2,00% |
| 2019 | 4,01% | 4,31% | +0,30 | 7,00% | 4,50% |
| 2018 | 3,96% | 3,75% | -0,21 | 6,75% | 6,50% |
| 2017 | 4,86% | 2,95% | -1,91 | 10,25% | 7,00% |
| 2016 | 6,92% | 6,29% | -0,63 | 15,25% | 13,75% |
| 2015 | 6,56% | 10,67% | +4,11 | 12,50% | 14,25% |
| 2014 | 5,96% | 6,41% | +0,45 | 10,50% | 11,75% |
| 2013 | 5,49% | 5,91% | +0,42 | 7,25% | 10,00% |
| 2012 | 5,34% | 5,84% | +0,50 | 9,50% | 7,25% |
| 2011 | 5,33% | 6,50% | +1,17 | 12,25% | 11,00% |
| 2010 | 4,50% | 5,91% | +1,41 | 11,00% | 10,75% |
| 2009 | 5,00% | 4,31% | -0,69 | 12,00% | 8,75% |
| 2008 | 4,30% | 5,90% | +1,60 | 10,75% | 13,75% |
| 2007 | 4,00% | 4,46% | +0,46 | 11,75% | 11,25% |
| 2006 | 4,50% | 3,14% | -1,36 | 15,00% | 13,25% |
| 2005 | 5,70% | 5,69% | -0,01 | 16,00% | 18,00% |
| 2004 | 6,00% | 7,60% | +1,60 | 13,85% | 17,75% |
| 2003 | 11,00% | 9,30% | -1,70 | 20,00% | 16,50% |
| 2002 | 4,75% | 12,53% | +7,78 | 17,00% | 25,00% |
Previsão: mediana da primeira coleta de janeiro do Focus (Banco Central). IPCA real: acumulado em 12 meses até dezembro (IBGE, série 13522 do Banco Central). Selic real: meta em vigor no fim de dezembro (série 432). Diferença em pontos percentuais. Base atualizada até 31/12/2025.
Como ler o Boletim Focus
Cada número da tabela é uma mediana: metade das instituições projeta um valor acima dele e metade, abaixo. A mediana é usada no lugar da média porque não se deixa puxar por uma ou duas respostas muito fora do bloco.
A coluna de hoje considera as respostas dos 30 dias até a data da pesquisa. As instituições podem atualizar a projeção a qualquer momento, e o Banco Central publica também a mediana só dos últimos cinco dias úteis, que reage mais rápido a uma notícia. As colunas de uma e de quatro semanas atrás são a mesma mediana nas edições anteriores, e é a comparação entre elas que mostra se a expectativa subiu ou caiu.
O número de respostas aparece embaixo de cada indicador. IPCA e Selic reúnem mais de cem instituições; contas públicas e setor externo, bem menos. Quanto menos respostas, mais uma revisão isolada mexe na mediana. O relatório oficial tem ainda o ranking Top 5, com as instituições que mais acertaram no período anterior; esta página mostra a mediana geral.
De onde vêm os números desta página
Os números saem da base pública de Expectativas de Mercado do Banco Central, a mesma que alimenta o relatório oficial. Um programa do ValorFinal consulta essa base de hora em hora e, quando sai uma edição nova, refaz a página sozinho: o quadro do topo, as tabelas, os gráficos, o texto da semana e as respostas das perguntas frequentes.
O texto da semana é montado por regras fixas a partir dos números. Ele diz se cada projeção subiu, caiu ou ficou igual, por quantas semanas seguidas e onde a inflação esperada fica em relação à meta. Não explica por que o mercado mudou de ideia e não é recomendação de investimento. Os motivos de cada decisão de juros estão no comunicado e na ata do Copom, publicados pelo Banco Central. O método geral do portal está em como validamos os cálculos.
Perguntas frequentes sobre o Boletim Focus
Qual a previsão da Selic para 2026?
No Boletim Focus divulgado em 03/11/2026, a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 é de 13,50% ao ano, contra 13,75% da meta em vigor. Para o fim de 2027, a projeção é de 12,50%, e para o fim de 2028, de 11,00%. A Selic só muda nas reuniões do Copom, que são oito por ano, e a tabela desta página mostra a taxa esperada para cada reunião. Os números mudam toda semana, quando o Banco Central publica um Focus novo.
Qual a previsão do dólar para 2026?
No Boletim Focus divulgado em 03/11/2026, a mediana do mercado para o dólar no fim de 2026 é de R$ 5,34, contra R$ 5,05 uma semana antes. Para o fim de 2027, a projeção é de R$ 5,40. O número é uma expectativa para a cotação de fim de ano, calculada como a mediana das respostas de 120 instituições ao Banco Central. Não é a cotação de hoje nem uma garantia de onde o dólar vai estar.
Qual a previsão da inflação para 2026?
A mediana do Boletim Focus divulgado em 03/11/2026 aponta IPCA de 5,22% em 2026 e de 4,76% em 2027. O número fica acima do teto da meta de inflação, de 4,50%. A meta é contínua desde 2025: vale para a inflação acumulada em 12 meses, conferida todo mês, com centro de 3,00%. A projeção muda toda semana, conforme as instituições atualizam as respostas.
Qual a previsão do PIB para 2026?
No Boletim Focus divulgado em 03/11/2026, o mercado projeta crescimento de 1,76% para o PIB de 2026 e de 1,20% para 2027. A projeção é a mediana das respostas de 117 instituições ao Banco Central e mede o crescimento real, descontada a inflação. O número oficial de cada ano é calculado pelo IBGE e sai no ano seguinte.
Quando é publicado o Boletim Focus?
Toda segunda-feira, no site do Banco Central. Quando a segunda é feriado, o relatório sai no primeiro dia útil seguinte: a edição com respostas até 30/10/2026 saiu em 03/11/2026. Cada edição reúne as projeções enviadas até a sexta-feira anterior. A próxima está prevista para segunda-feira, 09/11/2026, e esta página se atualiza sozinha quando ela sai.
O que é o Boletim Focus?
O Boletim Focus, chamado oficialmente de Focus-Relatório de Mercado, é a pesquisa semanal em que o Banco Central reúne as projeções de bancos, gestoras de recursos e outras instituições para a economia brasileira. O relatório publica a mediana de cada indicador: inflação, crescimento do PIB, dólar, Selic, IGP-M, contas públicas e setor externo. As instituições enviam as projeções pelo Sistema de Expectativas de Mercado, e os comunicados do Copom citam as expectativas de inflação da pesquisa.
O Boletim Focus acerta as previsões?
Nem sempre, e o erro pode ser grande. Comparando a mediana da primeira pesquisa de cada ano com o IPCA que o IBGE apurou depois, de 2002 a 2025 a inflação terminou acima do previsto em 15 dos 24 anos e abaixo em 9. O erro médio foi de 1,54 ponto percentual, e só em sete anos a diferença ficou em até 0,5 ponto. O maior erro foi em 2002: o mercado esperava 4,75% em janeiro e o IPCA fechou em 12,53%. A projeção resume o que as instituições esperavam naquele momento e não garante o resultado.
Qual a diferença entre o Boletim Focus e o Copom?
O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, decide a meta da Selic em oito reuniões por ano. O Boletim Focus é uma pesquisa: mostra o que bancos e consultorias esperam para a Selic, a inflação e outros indicadores. A decisão do Copom pode coincidir ou não com a mediana do Focus. Na reunião de 04/11/2026, a mediana apontava 13,50% e o comitê decidiu 13,75%.
Para usar as projeções nas suas contas
Para o valor de hoje, veja a taxa Selic hoje, o IPCA acumulado em 12 meses e a cotação do dólar hoje. Para pôr as projeções numa decisão, compare aplicações no comparador de renda fixa, simule títulos no simulador do Tesouro Direto e corrija valores na calculadora de inflação. O fechamento mensal das taxas que já aconteceram fica no boletim de taxas de juros do Banco Central.
Fontes oficiais
- Banco Central - Focus, Relatório de Mercado
- Banco Central - Expectativas de Mercado (dados abertos)
- Banco Central - Meta para a inflação
- Banco Central - Copom
Links externos para os documentos oficiais consultados na construção desta página. O conteúdo deles pode mudar sem aviso; em caso de divergência, vale sempre a fonte oficial.