Planeta anão
Plutão
O planeta anão que foi planeta por 76 anos, e que se revelou muito mais ativo do que qualquer um esperava.

Crédito NASA, ESA, H. Weaver (JHU/APL), A. Stern (SwRI), and the HST Pluto Companion Search Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Planeta anão
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- fevereiro de 2006
- Original do acervo
- 504 × 504 px0 megapixels
Plutão foi descoberto em 1930 e classificado como o nono planeta. Em 2006 a União Astronômica Internacional o reclassificou como planeta anão, decisão que gerou polêmica pública desproporcional ao seu conteúdo técnico.
O motivo da reclassificação foi a descoberta de outros objetos parecidos além de Netuno, alguns de tamanho comparável. Ou o Sistema Solar passaria a ter dezenas de planetas, ou seria preciso um critério mais estrito. O critério adotado exige que o corpo tenha limpado a vizinhança da própria órbita, e Plutão não limpou: ele é um entre muitos objetos do Cinturão de Kuiper.
Em 2015 a sonda New Horizons passou perto dele e mudou completamente o que se sabia. Em vez de uma bola de gelo morta, apareceu um mundo com montanhas de gelo de água, uma planície de nitrogênio congelado sem crateras nenhuma, e sinais de atividade geológica recente. Um corpo tão pequeno e tão distante do Sol não deveria ter energia interna para isso, e explicar de onde ela vem continua sendo um problema aberto.
O que reparar nesta imagem
- A superfície irregularNas imagens do Hubble, anteriores à New Horizons, já era possível ver regiões claras e escuras bem definidas.
- O sistema de luasCaronte, a maior lua, tem metade do diâmetro de Plutão. Os dois orbitam um ponto comum fora da superfície de ambos.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Dá para ver isso daqui?
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Plutão foi descoberto em 1930 e reclassificado em 2006. Ele não completou nem um terço de uma órbita em torno do Sol desde então: um ano lá dura 248 anos terrestres.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Júpiter
- Grande Mancha Vermelha
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Saturno
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Urano
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Marte
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Plutão. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/plutao. Consultado em: 23/08/2026.




