Satélite natural
A Lua
O único outro mundo onde seres humanos já pisaram, e o objeto que define nossa noção de mês e de maré.

- Tipo
- Satélite natural
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- janeiro de 1999
- Original do acervo
- 5.315 × 7.780 px41 megapixels
A Lua é o objeto astronômico mais familiar e o mais frequentemente mal compreendido. Ela não tem lado escuro permanente: ela tem um lado que nunca vemos, porque a rotação dela está sincronizada com a órbita. Os dois lados recebem luz solar igualmente ao longo do mês.
As fases não têm nada a ver com a sombra da Terra. Elas são apenas a fração da metade iluminada da Lua que fica voltada para nós, e mudam conforme ela orbita. A sombra da Terra só entra em cena em um eclipse lunar, que é outro fenômeno e acontece poucas vezes por ano.
As manchas escuras visíveis a olho nu são chamadas de mares, nome dado quando se acreditava que fossem água. São planícies de basalto, formadas por lava que preencheu grandes bacias de impacto há bilhões de anos. Elas ficam quase todas no lado visível, e a razão dessa assimetria ainda é discutida.
Ela se afasta da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, medida com precisão milimétrica graças a refletores deixados na superfície pelas missões Apollo.
O que reparar nesta imagem
- O terminadorA linha entre a parte iluminada e a escura. É ali que o relevo aparece melhor, porque as sombras são longas. Lua cheia é a pior fase para observar detalhes.
- Os maresPlanícies escuras de basalto, restos de erupções que preencheram bacias de impacto antigas.
- Os raios de TychoAs linhas claras que se espalham a partir de uma cratera no sul são material ejetado por um impacto relativamente recente.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Grayscaleinfravermelho · WFI · Near-IR856 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Dá para ver isso daqui?
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Júpiter
- Grande Mancha Vermelha
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Saturno
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Urano
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Marte
Perguntas frequentes
Existe um lado escuro da Lua?
Não. Existe um lado que nunca é visível da Terra, porque a rotação da Lua é sincronizada com a órbita dela. Esse lado recebe tanta luz solar quanto o outro. A expressão correta é lado oculto, não lado escuro.
Qual a melhor fase para observar a Lua num telescópio?
Não é a cheia. Na lua cheia o Sol ilumina de frente e as sombras somem, o que achata o relevo. As melhores fases são o quarto crescente e o quarto minguante, quando as sombras longas perto do terminador destacam crateras e montanhas.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. A Lua. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/lua. Consultado em: 23/08/2026.




