Velocidade, distância e tempo: fórmula e como calcular

Aprenda a relação entre velocidade, distância e tempo no nível de uma aula particular: a fórmula do movimento uniforme, como calcular cada grandeza, a velocidade média, a conversão entre km/h e m/s, exemplos de viagem e física e exercícios resolvidos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (matemática) / cinemática (movimento uniforme) / BNCC

A relação entre velocidade, distância e tempo é uma das mais úteis de toda a matemática aplicada. Com uma fórmula simples, conseguimos planejar viagens, calcular o tempo de uma corrida, resolver problemas de física e entender o movimento dos veículos no dia a dia. A ideia central é que essas três grandezas estão sempre ligadas, e conhecer duas delas permite descobrir a terceira. Neste guia, escrito como uma aula completa, vamos da fórmula do movimento uniforme até o cálculo de cada grandeza, passando pela velocidade média, pela conversão entre km/h e m/s, pelas unidades coerentes e por muitos exemplos práticos. O conteúdo serve para quem está no ensino fundamental, para quem retoma os estudos na educação de jovens e adultos e para quem se prepara para o ENEM e para concursos, além de ser útil para qualquer pessoa que planeje uma viagem. Para conferir cada cálculo enquanto lê, use a calculadora de velocidade, distância e tempo.

Resposta rápida

  • Fórmula: distância = velocidade x tempo.
  • Velocidade: distância dividida pelo tempo.
  • Tempo: distância dividida pela velocidade.
  • Exemplo: 120 km em 2 h dão 60 km/h.
  • Conversão: 1 m/s = 3,6 km/h.

A fórmula que liga as três grandezas

Tudo começa com uma relação muito simples: a distância percorrida é igual à velocidade multiplicada pelo tempo. Em palavras, se você sabe a que velocidade algo se move e por quanto tempo, sabe quanto ele andou. Essa é a fórmula do movimento uniforme, que é o movimento com velocidade constante. Escrevemos distância igual a velocidade vezes tempo, e a partir dela tiramos as outras duas formas.

Reorganizando a fórmula, obtemos as três versões que usamos na prática. Para achar a velocidade, dividimos a distância pelo tempo. Para achar o tempo, dividimos a distância pela velocidade. E para achar a distância, multiplicamos a velocidade pelo tempo. As três fórmulas dizem a mesma coisa, apenas isolando uma grandeza diferente. Por isso, com duas das três informações, sempre é possível calcular a que falta. Essa flexibilidade é o que torna a relação tão poderosa, e a calculadora escolhe a fórmula certa de acordo com o que você quer descobrir.

Como calcular a velocidade

A velocidade mede o quanto se anda por unidade de tempo, e a calculamos dividindo a distância pelo tempo. Por exemplo, se um carro percorre 120 quilômetros em 2 horas, a velocidade é 120 dividido por 2, que dá 60 quilômetros por hora. O resultado responde à pergunta de quantos quilômetros o carro faria em cada hora, mantendo o mesmo ritmo.

Esse valor é, na verdade, a velocidade média, porque resume todo o trajeto em um único número. Na prática, o carro pode ter ido mais rápido em alguns trechos e mais devagar em outros, mas a média considera apenas a distância total e o tempo total. A unidade da velocidade depende das unidades de distância e tempo: quilômetros por hora quando usamos km e horas, ou metros por segundo quando usamos metros e segundos. Manter a coerência das unidades é essencial para o resultado fazer sentido.

Como calcular a distância

Quando sabemos a velocidade e o tempo, encontramos a distância multiplicando um pelo outro. Por exemplo, se um ônibus viaja a 80 quilômetros por hora durante 2,5 horas, a distância percorrida é 80 vezes 2,5, que dá 200 quilômetros. A lógica é direta: se a cada hora ele anda 80 km, em duas horas e meia ele anda duas vezes e meia esse valor.

Esse cálculo é muito usado no planejamento de viagens, para estimar quão longe é possível chegar em um certo tempo, e em física, para descrever o deslocamento de um objeto. Vale sempre conferir as unidades: se a velocidade está em km/h, o tempo precisa estar em horas para a distância sair em quilômetros. Se o tempo vier em minutos, é preciso convertê-lo para horas antes, dividindo por 60. Esse cuidado com as unidades evita os erros mais comuns nesse tipo de conta.

Como calcular o tempo

Para descobrir quanto tempo leva um trajeto, dividimos a distância pela velocidade. Por exemplo, para percorrer 150 quilômetros a uma velocidade média de 50 quilômetros por hora, o tempo é 150 dividido por 50, que dá 3 horas. A conta responde a quantas horas são necessárias para cobrir a distância naquele ritmo.

Muitas vezes o resultado não é um número inteiro de horas, e aí entra um passo extra: converter a parte decimal em minutos. A parte inteira são as horas, e a parte decimal, multiplicada por 60, dá os minutos. Por exemplo, se o cálculo der 2,75 horas, isso é 2 horas mais 0,75 vezes 60, ou seja, 2 horas e 45 minutos. Esse detalhe é importante no planejamento de viagens, em que queremos saber o horário de chegada, e não apenas um número decimal de horas. A calculadora entrega o tempo no formato da unidade escolhida, e a conversão para minutos é simples de fazer em seguida.

Velocidade média e velocidade instantânea

É importante distinguir dois tipos de velocidade. A velocidade média é a relação entre a distância total percorrida e o tempo total gasto, e é justamente o que a fórmula calcula. A velocidade instantânea é a velocidade em um instante específico, como a que aparece no velocímetro do carro a cada momento. Durante uma viagem, a velocidade instantânea muda o tempo todo, com acelerações, freadas e paradas.

A fórmula distância igual a velocidade vezes tempo, com a velocidade média, descreve o trajeto como se ele tivesse sido feito a uma velocidade constante equivalente. Isso é muito útil para estimativas e planejamento, mesmo que o movimento real tenha variado. Por exemplo, uma viagem com paradas para descanso terá uma velocidade média menor do que a velocidade marcada no velocímetro durante a condução, porque o tempo parado também conta no cálculo da média. Entender essa diferença evita confusões ao interpretar resultados e ao planejar horários de chegada.

Convertendo entre km/h e m/s

Dois sistemas de unidades aparecem com frequência: quilômetros por hora, comum no trânsito e nas viagens, e metros por segundo, comum na física. Saber converter entre eles é essencial. Para passar de km/h para m/s, dividimos por 3,6. Para passar de m/s para km/h, multiplicamos por 3,6. Por exemplo, 72 km/h dividido por 3,6 dá 20 m/s, e 10 m/s vezes 3,6 dá 36 km/h.

O número 3,6 não é mágico: ele vem das definições das unidades. Um quilômetro tem 1000 metros, e uma hora tem 3600 segundos. Assim, uma velocidade em km/h, ao ser convertida para m/s, é multiplicada por 1000 e dividida por 3600, o que equivale a dividir por 3,6. Entender de onde vem o fator ajuda a não confundir o sentido da conversão, lembrando que m/s é uma unidade menor, então o número em m/s é menor que o mesmo valor em km/h. A calculadora mostra a velocidade nos dois sistemas, e para outras conversões o conversor de unidades é um bom apoio.

A importância das unidades coerentes

O erro mais comum nesse tipo de cálculo é misturar unidades. A fórmula só funciona quando distância, velocidade e tempo estão em um sistema coerente. Se a velocidade está em quilômetros por hora, o tempo precisa estar em horas e a distância em quilômetros. Se a velocidade está em metros por segundo, o tempo precisa estar em segundos e a distância em metros.

Imagine calcular a distância de algo que anda a 60 km/h durante 30 minutos. Se você multiplicar 60 por 30, terá 1800, o que não faz sentido como quilômetros. O certo é converter os 30 minutos para 0,5 hora e então multiplicar 60 por 0,5, obtendo 30 quilômetros. Por isso, antes de aplicar a fórmula, vale sempre checar se todas as grandezas estão no mesmo sistema, convertendo o que for preciso. Esse hábito simples elimina a maioria dos erros e dá confiança no resultado.

Exemplos resolvidos

Vamos resolver alguns exemplos. Primeiro, uma viagem: você precisa percorrer 300 km e dirige a uma média de 100 km/h. O tempo é 300 dividido por 100, que dá 3 horas. Segundo, um trecho de corrida: um atleta corre 400 metros em 50 segundos. A velocidade é 400 dividido por 50, que dá 8 metros por segundo, o equivalente a 8 vezes 3,6, ou seja, 28,8 km/h.

Terceiro, um deslocamento de física: um objeto se move a 15 m/s por 12 segundos. A distância é 15 vezes 12, que dá 180 metros. Quarto, um problema com conversão de tempo: um carro a 90 km/h percorre um trajeto em 1 hora e 20 minutos. Convertendo o tempo, 1 hora e 20 minutos são 1,333 hora, aproximadamente, então a distância é 90 vezes 1,333, que dá cerca de 120 km. Resolver exemplos assim, ora calculando velocidade, ora distância, ora tempo, e praticando as conversões, fixa por completo a relação entre as três grandezas e prepara para qualquer problema do tipo.

Vale ainda um exemplo que combina ida e volta com velocidades diferentes, comum em provas. Suponha que alguém vá de uma cidade a outra, a 60 km de distância, a 60 km/h, e volte pelo mesmo caminho a 40 km/h. O tempo da ida é 60 dividido por 60, ou seja, 1 hora, e o tempo da volta é 60 dividido por 40, ou seja, 1,5 hora, totalizando 2,5 horas para 120 km no total. A velocidade média da viagem inteira é 120 dividido por 2,5, que dá 48 km/h, e não 50 km/h como muita gente imagina ao tirar a média simples das duas velocidades. Esse exemplo mostra que a velocidade média de fato se calcula sempre pela distância total dividida pelo tempo total, e nunca pela média aritmética simples das velocidades, sendo uma das pegadinhas mais frequentes e bem cobradas nesse assunto.

Aplicações no dia a dia e na física

A relação entre velocidade, distância e tempo aparece em inúmeras situações. No planejamento de viagens, ela permite estimar o horário de chegada a partir da distância e da velocidade média esperada, ajudando a decidir horários de saída e paradas. No esporte, serve para calcular ritmos de corrida e ciclismo e para comparar desempenhos. No transporte, ajuda a planejar rotas e prazos de entrega.

Na física, essa relação é o ponto de partida do estudo do movimento, a chamada cinemática. A partir do movimento uniforme, com velocidade constante, avança-se para movimentos com aceleração, em que a velocidade muda ao longo do tempo. Mas a base continua sendo a ideia de que distância, velocidade e tempo estão ligadas. Dominar essa relação simples é, portanto, um passo importante tanto para a vida prática quanto para o estudo da física, e mostra como uma fórmula curta pode ter um alcance enorme. Para estimar custos de uma viagem por carro, a calculadora de custo de viagem complementa bem esse planejamento.

O triângulo da fórmula

Um truque visual ajuda a lembrar as três versões da fórmula: o triângulo da velocidade. Imagine um triângulo dividido em três partes, com a distância em cima e a velocidade e o tempo embaixo, lado a lado. Para achar uma grandeza, tampamos a sua parte no triângulo e olhamos o que sobra. Tampando a distância, sobram velocidade e tempo lado a lado, indicando multiplicação. Tampando a velocidade, sobra a distância sobre o tempo, indicando divisão.

Da mesma forma, tampando o tempo, sobra a distância sobre a velocidade, ou seja, distância dividida pela velocidade. Esse esquema é apenas uma forma de memorizar as três fórmulas sem decorá-las isoladamente, e funciona porque elas vêm todas da mesma relação. Para quem está começando, o triângulo é um apoio útil, mas o ideal é entender que tudo nasce de distância igual a velocidade vezes tempo, isolando a grandeza desejada com as mesmas regras de uma equação simples. Com a prática, as três formas se tornam naturais e o triângulo deixa de ser necessário.

Ritmo: o inverso da velocidade

No mundo das corridas e caminhadas, em vez de velocidade, costuma-se falar em ritmo, que é o tempo gasto para percorrer cada quilômetro. O ritmo é o inverso da velocidade: enquanto a velocidade diz quantos quilômetros se faz por hora, o ritmo diz quantos minutos se leva por quilômetro. Por exemplo, um corredor a 12 km/h tem um ritmo de 5 minutos por quilômetro, porque uma hora dividida por 12 km dá 5 minutos para cada km.

Os dois conceitos descrevem a mesma coisa de maneiras diferentes, e converter entre eles é útil. Para passar de velocidade em km/h para ritmo em minutos por quilômetro, dividimos 60 pela velocidade. Para o caminho inverso, dividimos 60 pelo ritmo. Atletas preferem o ritmo porque é mais fácil controlar quantos minutos levam em cada quilômetro durante a prova do que monitorar a velocidade instantânea. Já no trânsito, a velocidade em km/h é mais natural. Entender que ritmo e velocidade são duas faces da mesma relação ajuda a transitar entre o vocabulário do esporte e o da física sem confusão, e mostra como a fórmula básica se adapta a diferentes contextos.

Velocidade relativa: encontros e perseguições

Muitos problemas clássicos envolvem dois objetos em movimento e perguntam quando eles se encontram ou quando um alcança o outro. Esses problemas se resolvem com a ideia de velocidade relativa, que ainda parte da mesma fórmula. Quando dois veículos andam em sentidos opostos, um em direção ao outro, a velocidade com que a distância entre eles diminui é a soma das duas velocidades. Quando andam no mesmo sentido, com um perseguindo o outro, a velocidade de aproximação é a diferença das velocidades.

Por exemplo, se dois carros partem de cidades a 400 km de distância, indo um ao encontro do outro, um a 60 km/h e outro a 40 km/h, a distância diminui a 100 km/h, que é a soma. O tempo até se encontrarem é 400 dividido por 100, ou seja, 4 horas. Já em uma perseguição, se um carro a 80 km/h persegue outro a 60 km/h que está 50 km à frente, a diferença de velocidade é 20 km/h, e o tempo para alcançar é 50 dividido por 20, ou seja, 2,5 horas. Esses problemas parecem difíceis, mas se tornam simples quando percebemos que basta usar a velocidade relativa correta na fórmula de tempo. Eles aparecem com frequência em provas e exercitam bem o raciocínio sobre movimento.

Um cuidado nesses problemas é identificar corretamente se os objetos se aproximam ou se afastam, e se partem ao mesmo tempo ou em momentos diferentes. Quando um sai antes do outro, é preciso descontar a vantagem inicial que ele já percorreu antes de o segundo começar. Desenhar a situação em uma linha, marcando as posições de partida e os sentidos do movimento, ajuda muito a montar o cálculo certo. Apesar de parecerem complicados, todos esses problemas se apoiam na mesma fórmula de tempo igual a distância dividida pela velocidade, aplicada à velocidade relativa adequada, o que mostra mais uma vez como a relação básica entre as três grandezas é versátil e resolve situações bem além do cálculo direto de uma única viagem.

Um pouco de história das unidades

As unidades de velocidade que usamos hoje são fruto de uma longa padronização. O metro nasceu na França, no fim do século dezoito, como parte do sistema métrico, com o objetivo de criar medidas universais e fáceis de relacionar entre si. O quilômetro, mil metros, e a hora, herdada da antiga divisão do dia, combinaram-se para dar origem ao quilômetro por hora, prático para o transporte. O metro por segundo, por sua vez, tornou-se a unidade padrão da física por se encaixar no Sistema Internacional de Unidades.

Antes dessa padronização, cada região usava suas próprias medidas de distância e tempo, o que dificultava o comércio, a navegação e a ciência. A adoção do sistema métrico permitiu que velocidade, distância e tempo fossem expressas de forma coerente, com conversões simples baseadas em potências de dez. É por isso que converter entre km/h e m/s envolve apenas o fator 3,6, em vez de números complicados. Conhecer um pouco dessa história ajuda a valorizar a clareza do sistema que usamos e a entender por que as unidades se relacionam de maneira tão organizada, tornando os cálculos de movimento acessíveis a qualquer pessoa.

Erros comuns nesses cálculos

O erro número um, já citado, é misturar unidades, como usar km/h com minutos. Sempre converta tudo para um sistema coerente antes de calcular. O segundo erro é trocar a operação, dividindo quando deveria multiplicar ou o contrário; lembrar a fórmula base, distância igual a velocidade vezes tempo, ajuda a não errar, pois as outras duas vêm dela por divisão.

O terceiro deslize é esquecer de converter o tempo decimal em minutos ao interpretar o resultado de uma viagem, achando que 2,5 horas são 2 horas e 50 minutos, quando na verdade são 2 horas e 30 minutos. O quarto é confundir velocidade média com instantânea, esperando que a média seja igual à velocidade de um trecho específico. Resolver com atenção às unidades e conferir o resultado na calculadora ajuda a evitar todos esses problemas enquanto se aprende.

A fórmula como uma proporção

Vale perceber que a relação entre velocidade, distância e tempo também pode ser entendida como uma proporção. Em velocidade constante, a distância é proporcional ao tempo: se o tempo dobra, a distância dobra; se o tempo triplica, a distância triplica. Essa é a marca de uma grandeza diretamente proporcional, e a velocidade funciona como a constante de proporcionalidade que liga as duas.

Por isso, muitos problemas de velocidade, distância e tempo podem ser resolvidos por regra de três. Por exemplo, se um carro percorre 90 km em 1 hora a velocidade constante, quantos quilômetros ele faz em 2,5 horas? Montando a proporção, 90 km estão para 1 hora assim como x está para 2,5 horas, e a regra de três dá x igual a 225 km. Esse olhar conecta o tema ao estudo das proporções e mostra que a fórmula distância igual a velocidade vezes tempo é, no fundo, uma relação de proporcionalidade direta. Para resolver esse tipo de questão por proporção, a calculadora de regra de três é um apoio natural, e entender bem as proporções fortalece o raciocínio sobre movimento. Reconhecer essa ligação ajuda a escolher o método mais conveniente para cada problema, seja a fórmula direta, seja a regra de três.

Como praticar com segurança

A melhor forma de dominar esses cálculos é praticar com situações reais. Comece com problemas diretos, calculando a velocidade a partir de distância e tempo, depois a distância e depois o tempo. Use números redondos no início, como 100 km em 2 horas, e vá aumentando a dificuldade com decimais e com conversões de unidade. Treine também a conversão entre km/h e m/s, que cai muito em provas.

Em seguida, monte seus próprios problemas a partir do cotidiano: calcule a velocidade média da sua última viagem, estime quanto tempo levaria para chegar a uma cidade a certa velocidade, ou descubra a que velocidade andou em uma caminhada. Esses exercícios conectam a fórmula à vida real e fixam o conceito de forma duradoura. A calculadora de velocidade, distância e tempo mostra o passo a passo e a conversão de cada cálculo, então você pode resolver primeiro no papel e usar a ferramenta só para conferir, que é a maneira mais eficiente de aprender de verdade.

Planejando viagens longas

Em viagens longas de carro, a fórmula ajuda a planejar não só o tempo total, mas também as paradas e o horário de chegada. O primeiro passo é estimar a velocidade média realista do trajeto, que costuma ser menor que a velocidade máxima permitida, porque inclui trechos urbanos, pedágios, curvas e eventuais congestionamentos. Uma velocidade média de 80 a 90 km/h em estrada é mais realista do que os 110 ou 120 km/h de alguns trechos, justamente porque o trajeto inteiro não é percorrido sempre no máximo.

Com a velocidade média estimada e a distância da rota, calculamos o tempo de condução dividindo um pelo outro. A esse tempo, somamos as paradas previstas para abastecer, comer e descansar. Por exemplo, uma viagem de 600 km a uma média de 80 km/h leva 7,5 horas de condução; somando uma hora e meia de paradas, o tempo total fica em torno de 9 horas. A partir do horário de saída, basta somar esse total para estimar a chegada. Esse planejamento evita surpresas e ajuda a decidir se vale a pena sair mais cedo ou dividir a viagem em dois dias.

Também é útil pensar no consumo e no custo, que se relacionam com a distância. Sabendo o rendimento do carro, em quilômetros por litro, e o preço do combustível, estima-se o gasto da viagem a partir da distância total. Assim, a mesma distância que entra no cálculo do tempo também entra no cálculo do custo, mostrando como as grandezas se conectam no planejamento. Uma velocidade média mais alta reduz o tempo, mas pode aumentar o consumo, então há um equilíbrio a considerar. Para essa parte de gastos, a calculadora de custo de viagem complementa o cálculo de tempo, e juntas elas dão um panorama completo do planejamento, do horário de chegada ao valor gasto no percurso. Esse uso combinado mostra como uma fórmula simples de movimento se integra a decisões práticas do dia a dia, ajudando a organizar desde uma viagem de fim de semana até um deslocamento mais longo com tranquilidade e previsibilidade.

Resumo

A relação entre velocidade, distância e tempo se resume a uma fórmula: distância igual a velocidade vezes tempo. Dela tiramos a velocidade, dividindo a distância pelo tempo, e o tempo, dividindo a distância pela velocidade. O segredo para acertar é usar unidades coerentes, km, horas e km/h juntos, ou metros, segundos e m/s juntos, e converter quando necessário, lembrando que 1 m/s equivale a 3,6 km/h. A velocidade calculada é a média do trajeto, diferente da instantânea do velocímetro. Com muitas aplicações, das viagens ao esporte e à física, dos problemas de encontro e perseguição ao planejamento de uma viagem longa, e um triângulo simples para memorizar as fórmulas, essa relação é uma ferramenta básica e poderosa, que vale a pena treinar até ficar automática e que acompanha o estudante da escola à vida prática. Pratique com a calculadora de velocidade, distância e tempo e confira cada cálculo e cada conversão.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (matemática) / cinemática (movimento uniforme) / BNCC). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Qual é a fórmula da velocidade, distância e tempo?
A relação básica do movimento uniforme é distância igual a velocidade vezes tempo. A partir dela, a velocidade é a distância dividida pelo tempo, e o tempo é a distância dividida pela velocidade. Conhecendo duas das três grandezas, sempre dá para calcular a terceira. Por exemplo, 120 km em 2 horas resultam em uma velocidade média de 60 km/h.
Como calcular a velocidade média?
Divida a distância total pelo tempo total. Se um carro percorre 240 km em 4 horas, a velocidade média é 240 dividido por 4, que dá 60 km/h. A velocidade média resume o trajeto inteiro em um único valor, sem levar em conta as variações de velocidade que ocorreram ao longo do caminho nem as paradas eventuais.
Como calcular a distância percorrida?
Multiplique a velocidade pelo tempo. Se um veículo anda a 80 km/h durante 2,5 horas, a distância é 80 vezes 2,5, que dá 200 km. É importante que a velocidade e o tempo estejam em unidades coerentes, como km/h e horas, para que o resultado saia na unidade certa, no caso quilômetros.
Como calcular o tempo de uma viagem?
Divida a distância pela velocidade. Para percorrer 150 km a uma velocidade média de 50 km/h, o tempo é 150 dividido por 50, que dá 3 horas. Quando o resultado tem parte decimal, multiplique-a por 60 para achar os minutos. Por exemplo, 0,5 hora equivale a 30 minutos, e 0,25 hora equivale a 15 minutos.
Como converter km/h em m/s?
Divida o valor em km/h por 3,6 para obter m/s. Por exemplo, 72 km/h dividido por 3,6 dá 20 m/s. Para o caminho inverso, de m/s para km/h, multiplique por 3,6. O fator 3,6 aparece porque 1 quilômetro tem 1000 metros e 1 hora tem 3600 segundos, e a divisão de 3600 por 1000 dá exatamente 3,6, o que vale para qualquer velocidade.
O que é movimento uniforme?
É o movimento em que a velocidade permanece constante, ou seja, o objeto percorre distâncias iguais em intervalos de tempo iguais. Nesse caso, a fórmula distância igual a velocidade vezes tempo vale exatamente. No dia a dia, aplicamos essa fórmula com a velocidade média, que representa um trajeto real por meio de uma velocidade constante equivalente.
Qual a diferença entre velocidade média e instantânea?
A velocidade média é a relação entre a distância total e o tempo total de um trajeto. A velocidade instantânea é a velocidade em um momento específico, como a que o velocímetro mostra. Em uma viagem, a velocidade instantânea varia o tempo todo, mas a média resume tudo em um único número que descreve o trajeto como um todo.
Preciso usar as mesmas unidades?
Sim, as unidades precisam ser coerentes. Use km, horas e km/h juntos, ou metros, segundos e m/s juntos. Se você misturar, como distância em km e tempo em minutos, o resultado fica errado. Quando os dados vierem em unidades diferentes, converta tudo para um sistema antes de aplicar a fórmula, para evitar enganos.
Como achar a velocidade em uma corrida?
Divida a distância da prova pelo tempo gasto. Um corredor que faz 10 km em 50 minutos tem velocidade média de 10 dividido por 50 minutos, ou seja, 0,2 km por minuto, que equivale a 12 km/h. No esporte, também é comum usar o ritmo, que é o tempo por quilômetro, conceito inverso da velocidade, igualmente útil para acompanhar o desempenho ao longo de uma prova.
A fórmula serve para qualquer veículo?
Sim, a relação distância igual a velocidade vezes tempo vale para carros, ônibus, trens, aviões, pessoas caminhando e qualquer objeto em movimento, desde que se use a velocidade média no trajeto. O que muda é a ordem de grandeza dos valores, mas a fórmula e o raciocínio para calcular cada grandeza permanecem exatamente os mesmos em qualquer caso.
Como converter o tempo decimal em horas e minutos?
A parte inteira do resultado é a quantidade de horas, e a parte decimal, multiplicada por 60, dá os minutos. Por exemplo, 2,75 horas correspondem a 2 horas e, como 0,75 vezes 60 dá 45, mais 45 minutos, totalizando 2 horas e 45 minutos. Esse passo é útil porque o cálculo costuma sair em horas decimais.
Existe uma calculadora de velocidade, distância e tempo?
Sim. A calculadora de velocidade, distância e tempo do ValorFinal calcula qualquer uma das três grandezas a partir das outras duas, em km/h ou m/s, e ainda converte a velocidade entre os dois sistemas, mostrando o passo a passo. Use para planejar viagens, conferir exercícios de física e entender a relação entre as grandezas, resolvendo primeiro no papel e checando o resultado em seguida na ferramenta.