Como calcular um empréstimo: parcela, juros e custo total

Aprenda a calcular um empréstimo: valor principal, taxa, prazo, parcela pela tabela PRICE, juros totais e custo final. Entenda a diferença entre taxa nominal, taxa efetiva e CET, com exemplo numérico.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalBanco Central do Brasil (CET) / matemática financeira

Antes de pegar um empréstimo, vale entender de onde vem a parcela, quanto dela é juro e qual o custo total no fim do contrato. A conta não é complicada, mas tem armadilhas, principalmente na diferença entre a taxa anunciada e o custo que você realmente paga. Neste guia você vê os componentes do cálculo, um exemplo numérico e o que observar antes de assinar. Para simular direto, use a calculadora de empréstimo pessoal.

Os componentes de um empréstimo

A fórmula da parcela (tabela PRICE)

No sistema PRICE, as parcelas são fixas. A fórmula é:

No início, a maior parte da parcela é juro e pouco amortiza a dívida. Com o tempo, a proporção se inverte. Por isso quitar antecipadamente costuma valer a pena: você corta os juros futuros.

Exemplo numérico

Suponha um empréstimo de R$ 10.000, taxa de 3% ao mês e 24 parcelas. Aplicando a fórmula, a parcela fica em torno de R$ 590,00. Em 24 meses, isso soma cerca de R$ 14.160, ou seja, aproximadamente R$ 4.160 de juros sobre os R$ 10.000 emprestados. E isso considerando apenas os juros: tarifas, seguro e IOF aumentam ainda mais o custo real.

Taxa nominal, taxa efetiva e CET

Aqui está o ponto que mais confunde. A taxa nominal é a anunciada (por exemplo, 36% ao ano). A taxa efetiva já considera a capitalização composta e é maior que a nominal quando há capitalização mensal. E o CET (Custo Efetivo Total), exigido pelo Banco Central, soma juros mais todos os encargos: tarifas, seguro prestamista, IOF e avaliação. O CET é o número que importa para comparar propostas, porque mostra o custo real. Para converter taxas entre períodos, use a calculadora de taxa equivalente; para entender o efeito dos juros compostos no tempo, veja a calculadora de juros compostos.

Como reduzir o custo

Para visualizar parcelas com e sem juros, a calculadora de parcelas ajuda a comparar cenários antes de decidir.

Limitações deste guia

Os valores são estimativos e usam a tabela PRICE com taxa constante. O custo real depende do CET informado pela instituição, que inclui tarifas, seguros e IOF não cobertos por uma simulação simples. Não é recomendação de crédito. Confirme as condições por escrito e veja como validamos os cálculos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (Banco Central do Brasil (CET) / matemática financeira). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Como se calcula a parcela de um empréstimo?
A maioria dos empréstimos usa a tabela PRICE (parcelas fixas). A fórmula é PMT = PV × [ i × (1+i) elevado a n ] / [ (1+i) elevado a n menos 1 ], onde PV é o valor emprestado, i a taxa mensal e n o número de parcelas. A calculadora de empréstimo pessoal faz essa conta automaticamente e mostra o total de juros pago.
Qual a diferença entre taxa nominal, taxa efetiva e CET?
A taxa nominal é a taxa anunciada, sem considerar a capitalização. A taxa efetiva é a taxa real do período, já com o efeito dos juros compostos. O CET (Custo Efetivo Total) é o mais importante: inclui juros mais tarifas, seguros, IOF e demais encargos, mostrando o custo real do empréstimo. Sempre compare propostas pelo CET.
Por que o total pago é tão maior que o valor emprestado?
Porque os juros incidem sobre o saldo devedor mês a mês (juros compostos). Quanto maior a taxa e o prazo, mais juros se acumulam. Um empréstimo de R$ 10.000 a 3% ao mês em 24 parcelas pode custar vários milhares de reais só em juros. Prazos longos reduzem a parcela, mas aumentam o total pago.
O que costuma ficar de fora da parcela divulgada?
Tarifa de cadastro, seguro prestamista, IOF e, em alguns casos, taxas de avaliação. Esses encargos entram no CET, mas nem sempre aparecem na parcela anunciada. Por isso o valor final pode ser maior do que a simulação simples sugere. Peça sempre o CET por escrito antes de assinar.