Como calcular um empréstimo: parcela, juros e custo total

Aprenda a calcular um empréstimo: valor principal, taxa, prazo, parcela pela tabela PRICE, juros totais e custo final. Entenda a diferença entre taxa nominal, taxa efetiva e CET, com exemplo numérico.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalBanco Central do Brasil (CET) / matemática financeira
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Antes de pegar um empréstimo, vale entender de onde vem a parcela, quanto dela é juro e qual o custo total no fim do contrato. A conta não é complicada, mas tem armadilhas, principalmente na diferença entre a taxa anunciada e o custo que você realmente paga. Neste guia você vê os componentes do cálculo, um exemplo numérico e o que observar antes de assinar. Para simular direto, use a calculadora de empréstimo pessoal.

Resposta rápida

  • A parcela na tabela PRICE é fixa: PMT = PV × [ i × (1+i)ⁿ ] / [ (1+i)ⁿ − 1 ].
  • O número que importa para comparar propostas é o CET (Custo Efetivo Total), que inclui juros, tarifas, seguro e IOF.
  • Prazos maiores reduzem a parcela, mas aumentam o total de juros pago.
  • Amortizar ou quitar antes corta os juros futuros e costuma valer a pena.

Os componentes de um empréstimo

A fórmula da parcela (tabela PRICE)

No sistema PRICE, as parcelas são fixas. A fórmula é:

No início, a maior parte da parcela é juro e pouco amortiza a dívida. Com o tempo, a proporção se inverte. Por isso quitar antecipadamente costuma valer a pena: você corta os juros futuros.

PRICE x SAC: dois jeitos de amortizar

Existem dois sistemas de amortização mais comuns. Na PRICE (Tabela Price), a parcela é fixa do começo ao fim. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é fixa e a parcela começa mais alta e vai caindo. O SAC costuma pagar menos juros no total, mas exige parcelas iniciais maiores. Financiamentos imobiliários usam muito o SAC; empréstimos pessoais e de veículo, em geral a PRICE.

CaracterísticaPRICESAC
ParcelaFixaDecrescente
AmortizaçãoCrescenteConstante
Parcela inicialMenorMaior
Total de jurosMaiorMenor
Uso típicoEmpréstimo pessoal, veículoFinanciamento imobiliário

Para entender o SAC no contexto de imóveis, veja o guia de alugar ou comprar imóvel.

Exemplo numérico

Suponha um empréstimo de R$ 10.000, taxa de 3% ao mês e 24 parcelas. Aplicando a fórmula, a parcela fica em torno de R$ 590,00. Em 24 meses, isso soma cerca de R$ 14.160, ou seja, aproximadamente R$ 4.160 de juros sobre os R$ 10.000 emprestados. E isso considerando apenas os juros: tarifas, seguro e IOF aumentam ainda mais o custo real.

Taxa nominal, taxa efetiva e CET

Aqui está o ponto que mais confunde. A taxa nominal é a anunciada (por exemplo, 36% ao ano). A taxa efetiva já considera a capitalização composta e é maior que a nominal quando há capitalização mensal. E o CET (Custo Efetivo Total), exigido pelo Banco Central, soma juros mais todos os encargos: tarifas, seguro prestamista, IOF e avaliação. O CET é o número que importa para comparar propostas, porque mostra o custo real. Para converter taxas entre períodos, use a calculadora de taxa equivalente; para entender o efeito dos juros compostos no tempo, veja a calculadora de juros compostos.

Como reduzir o custo

Para visualizar parcelas com e sem juros, a calculadora de parcelas ajuda a comparar cenários antes de decidir.

Limitações deste guia

Os valores são estimativos e usam a tabela PRICE com taxa constante. O custo real depende do CET informado pela instituição, que inclui tarifas, seguros e IOF não cobertos por uma simulação simples. Não é recomendação de crédito. Confirme as condições por escrito e veja como validamos os cálculos.

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Fontes oficiais

Conclusão

Calcular um empréstimo é entender três coisas: como a parcela é formada (PRICE ou SAC), quanto dela é juro e qual o custo total no fim, medido pelo CET. Prazos longos aliviam o mês mas encarecem o total; amortizar antes e usar a portabilidade ajudam a reduzir o custo. Antes de assinar, compare sempre pelo CET e simule na calculadora de empréstimo pessoal, explore as demais calculadoras financeiras e veja como validamos os cálculos.

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Fontes oficiais

Links externos para os documentos oficiais consultados na construção desta página. O conteúdo deles pode mudar sem aviso; em caso de divergência, vale sempre a fonte oficial.

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (Banco Central do Brasil (CET) / matemática financeira). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Como se calcula a parcela de um empréstimo?
A maioria dos empréstimos usa a tabela PRICE (parcelas fixas). A fórmula é PMT = PV × [ i × (1+i) elevado a n ] / [ (1+i) elevado a n menos 1 ], onde PV é o valor emprestado, i a taxa mensal e n o número de parcelas. A calculadora de empréstimo pessoal faz essa conta automaticamente e mostra o total de juros pago.
Qual a diferença entre taxa nominal, taxa efetiva e CET?
A taxa nominal é a taxa anunciada, sem considerar a capitalização. A taxa efetiva é a taxa real do período, já com o efeito dos juros compostos. O CET (Custo Efetivo Total) é o mais importante: inclui juros mais tarifas, seguros, IOF e demais encargos, mostrando o custo real do empréstimo. Sempre compare propostas pelo CET.
Por que o total pago é tão maior que o valor emprestado?
Porque os juros incidem sobre o saldo devedor mês a mês (juros compostos). Quanto maior a taxa e o prazo, mais juros se acumulam. Um empréstimo de R$ 10.000 a 3% ao mês em 24 parcelas pode custar vários milhares de reais só em juros. Prazos longos reduzem a parcela, mas aumentam o total pago.
O que costuma ficar de fora da parcela divulgada?
Tarifa de cadastro, seguro prestamista, IOF e, em alguns casos, taxas de avaliação. Esses encargos entram no CET, mas nem sempre aparecem na parcela anunciada. Por isso o valor final pode ser maior do que a simulação simples sugere. Peça sempre o CET por escrito antes de assinar.
Qual a diferença entre PRICE e SAC?
Na tabela PRICE a parcela é fixa do início ao fim, com amortização crescente e juros decrescentes. No SAC, a amortização é constante e a parcela começa mais alta e vai diminuindo. O SAC tende a pagar menos juros no total, mas exige parcelas iniciais maiores. Empréstimos pessoais e de veículo costumam usar PRICE; financiamentos imobiliários, muito o SAC.
Vale a pena alongar o prazo para reduzir a parcela?
Alongar o prazo reduz a parcela mensal, o que ajuda no orçamento, mas aumenta o total de juros pago, porque a dívida fica mais tempo rendendo juros. É um equilíbrio: prazos curtos pesam mais no mês, mas custam menos no fim. Avalie quanto cabe no orçamento sem comprometer mais de uma fração razoável da renda.
O que é portabilidade de crédito?
É o direito de transferir uma dívida de um banco para outro que ofereça condições melhores (taxa ou CET menor), garantido pela regulação do Banco Central. O banco original pode fazer uma contraproposta. A portabilidade é uma das formas mais eficazes de reduzir o custo de um empréstimo já contratado, sem precisar de dinheiro novo.
Amortizar antecipadamente reduz juros?
Sim. Ao amortizar (pagar parte do saldo devedor antes), você reduz a base sobre a qual os juros futuros incidem, cortando o custo total. Por lei, na amortização antecipada há desconto proporcional dos juros que ainda não venceram. Você pode escolher reduzir o valor da parcela ou o número de parcelas restantes.
Quanto da renda é seguro comprometer com parcelas?
Uma referência prudente é manter o total de parcelas de dívidas abaixo de cerca de 30% da renda mensal líquida, deixando margem para imprevistos e para uma reserva. Acima disso, o orçamento fica frágil e o risco de atraso (e de juros ainda maiores) cresce. É uma diretriz geral, não uma regra fixa, e depende das suas outras despesas.