Garantias de Aluguel: Caução, Fiador ou Seguro-Fiança
Compare o custo das garantias de aluguel: caução, fiador, seguro-fiança e título de capitalização. Veja qual sai mais barato no seu contrato e quanto cada uma realmente custa.
Esta calculadora compara o custo das quatro garantias de aluguel(caução, fiador, seguro-fiança e título de capitalização) ao longo do contrato, para você escolher a mais barata.
Como funciona este cálculo
Cada garantia tem uma lógica de custo: a caução e o título prendem dinheiro que volta (custo de oportunidade); o seguro-fiança cobra um prêmio anual que não retorna; o fiador não tem custo direto, mas exige um terceiro. A calculadora ordena as quatro pelo custo efetivo no seu contrato.
Veja também o reajuste do aluguel, a multa por sair antes do prazo e, se você é o proprietário, o IR sobre o aluguel.
Fórmula
Caução / capitalização: custo = oportunidade (o que o valor preso renderia aplicado)
Seguro-fiança: custo = prêmio anual × anos de contrato (não retorna)
Fiador: custo direto = 0
Base legal: Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato), art. 37 (modalidades) e art. 38 (caução de até 3 aluguéis).
Limitações
- O contrato só pode exigir uma garantia (art. 37 da Lei do Inquilinato).
- O prêmio do seguro-fiança varia por seguradora e análise de crédito.
- A rentabilidade da caução e do título depende do que for contratado.
- Estimativa educativa; compare as condições reais oferecidas.
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Cálculo auditável, com fórmula e fontes transparentes
Atualizado em . Fontes: Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato), art. 37 e 38.
Fontes oficiais
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Perguntas frequentes
Quais são as garantias de aluguel permitidas por lei?
A Lei do Inquilinato (art. 37) prevê quatro modalidades: caução (em dinheiro, bens ou títulos), fiador, seguro de fiança locatícia (seguro-fiança) e cessão de quotas de fundo de investimento. Na prática, as mais usadas são caução em dinheiro, fiador, seguro-fiança e título de capitalização. O contrato só pode exigir UMA delas; exigir mais de uma é considerado infração.
Qual garantia de aluguel é mais barata?
Para o inquilino, o fiador costuma ser a opção de menor custo direto (zero), mas depende de ter alguém com imóvel próprio quitado disposto a assumir a responsabilidade. A caução em dinheiro tem como custo apenas a oportunidade (o que o valor renderia aplicado), já que volta no fim. O seguro-fiança é o mais caro porque o prêmio anual não retorna, e o título de capitalização prende o dinheiro num investimento de baixo rendimento.
Como funciona a caução em dinheiro?
Você deposita um valor de até 3 aluguéis (art. 38 da Lei do Inquilinato), que fica guardado e é devolvido ao fim do contrato, corrigido, descontados eventuais débitos. Não é um custo no sentido estrito, porque o dinheiro volta; o custo real é o de oportunidade: o que esse valor renderia se estivesse aplicado em vez de depositado como garantia.
Vale a pena o seguro-fiança?
O seguro-fiança é prático (não precisa de fiador nem de depósito) e muitas vezes inclui cobertura de danos e contas, mas é a garantia mais cara: o prêmio anual costuma equivaler a 1,2 a 2 aluguéis por ano e não é devolvido. Faz sentido para quem não tem fiador nem capital para a caução e valoriza a praticidade, ou quando o locador exige justamente essa modalidade.
Título de capitalização para alugar é bom negócio?
O título de capitalização atrelado à locação prende um valor (em geral de 1 a 4 aluguéis) que volta ao fim do contrato, mas rende bem menos que uma aplicação comum, às vezes menos que a poupança. O custo real é a diferença entre o que esse dinheiro renderia aplicado e o pouco que rende no título. Costuma ser melhor que o seguro-fiança (porque o dinheiro volta), mas pior que a caução simples.
O contrato pode exigir mais de uma garantia?
Não. A lei é clara: o locador pode exigir apenas uma das modalidades de garantia. Pedir, por exemplo, fiador e caução ao mesmo tempo é infração, sujeita inclusive a sanções. Se isso acontecer, o inquilino pode recusar e exigir a adequação do contrato.