Missão: seu assistente pessoal
Chegou a hora de montar o seu. Nas próximas sete missões você constrói um assistente para uma rotina real da sua vida, aplicando o que viu no curso: o esqueleto do pedido, os exemplos, a ferramenta certa e a defesa contra invenção. É treino: nada é enviado e nenhum dado real é usado. No fim você sai com um assistente pronto para levar para o mundo, e com o hábito de melhorar ele sozinho.
Missão 1 de 7 12 XP
Escolher a rotina
Definir qual tarefa da sua semana vai virar assistente, e escrever o que significa estar pronto.
Dica: Assistente bom nasce de rotina chata e repetida, não da tarefa mais nobre da sua semana. Se você não consegue dizer o que é pronto, o modelo também não vai adivinhar.
Missão 2 de 7 15 XP
Escrever as instruções personalizadas
Deixar por escrito o contexto que vale para toda conversa, para não recolar isso todo dia.
Dica: Rótulo amplo de tom é ambíguo, e a própria OpenAI avisa isso. Descreva a escolha concreta. E lembre: as instruções personalizadas valem imediatamente para todos os chats, inclusive os que já existem.
Missão 3 de 7 18 XP
Montar o pedido no esqueleto oficial
Escrever o prompt principal do seu assistente na ordem que a documentação recomenda.
Dica: A ordem não é gosto pessoal: o guia oficial diz que o contexto costuma ficar melhor posicionado perto do fim do prompt, e que repetir instrução piora o resultado.
Missão 4 de 7 15 XP
Dar exemplos e ver o padrão ser pego
Ensinar o formato por demonstração, em vez de descrever com palavras.
Dica: O guia oficial de few-shot pede uma gama diversa de entradas com as saídas desejadas. Dez exemplos parecidos ensinam um caso só; três bem diferentes ensinam o padrão.
Missão 5 de 7 15 XP
Escolher a ferramenta certa
Decidir com que recurso o seu assistente trabalha, em vez de aceitar o padrão.
Dica: Modelo de raciocínio é como um colega sênior: dê a meta e confie nos detalhes. Modelo rápido é como um colega júnior: seja explícito. A analogia é da própria OpenAI.
Missão 6 de 7 12 XP
Blindar contra alucinação
Deixar a defesa escrita dentro do assistente e definir o que você sempre vai conferir.
Dica: A pesquisa da OpenAI mostra que o modelo chuta porque o placar premia o chute, e que ele consegue se abster quando a instrução deixa. A porta de saída precisa estar escrita.
Missão 7 de 7 13 XP
Rodar, revisar e registrar
Fechar o ciclo de melhora: usar de verdade, avaliar contra o seu critério e guardar o que funcionou.
Dica: A recomendação oficial é tratar a saída como primeiro rascunho, não como fonte final. Quem revisa e assina embaixo é você, e é isso que faz o assistente melhorar de verdade.
O seu assistente está de pé?
Antes de considerar o trabalho fechado, passe o olho nesta lista. Ela não dá nota nem certificado: serve para você mesmo enxergar o que ficou de pé e o que ainda está no papel.
Consigo dizer em uma frase o que é o resultado pronto, e o que faria eu jogar fora.
Sem critério de sucesso não existe como avaliar a resposta. Você fica repetindo pedido e torcendo, em vez de ajustar o que falta.
O meu prompt tem identidade, instruções, exemplos e o material colado por último, com etiqueta marcando onde ele começa e termina.
É a ordem que o guia oficial recomenda, e a etiqueta é o que impede o modelo de ler pedaço de material como ordem sua.
Cada instrução aparece uma vez só. Não tem repetição nem exemplo redundante.
A orientação de 2026 é escrever cada instrução uma vez. Repetição ocupa a janela de contexto e piora o resultado.
Tenho de dois a quatro exemplos reais e diferentes entre si, não variações do mesmo caso.
Exemplo diverso ensina o padrão. Exemplo repetido ensina um caso só, e o assistente trava fora dele.
Escolhi de propósito o modelo, o material e o lugar da rotina, em vez de aceitar o padrão da tela.
Tarefa de várias etapas pede raciocínio com objetivo de alto nível. Rotina que se repete com o mesmo contexto pede projeto.
A instrução defensiva está no prompt e eu sei listar o que sempre vou conferir na fonte.
O modelo se abstém quando a instrução deixa. Sem essa porta escrita, o buraco de informação vira número inventado com cara de certeza.
Tenho escrito o que nunca entra nesse assistente, e dado sensível de terceiro está nessa lista.
Quem decide colar o dado e para quê é o controlador perante a LGPD. Dado de saúde e outros sensíveis não se apoiam em legítimo interesse.
Revisei a saída antes de usar e anotei o que mudar na próxima rodada.
Os termos da OpenAI colocam a avaliação da saída como responsabilidade sua. E o assistente só melhora porque você registra, não porque ele aprende com a conversa.