Centro da Via Láctea pelo Hubble e pelo James Webb
Arraste a linha para trocar de telescópio. As duas imagens foram reprojetadas no mesmo recorte do céu.


Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, F. Peißker, F. Yusef-Zadeh, N. B. Sabha, C. Chan ESA/Webb CC BY 4.0
Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
Por que as duas imagens são tão diferentes
Não é qualidade: é faixa de luz. Nesta comparação, o filtro mais distante do Hubble registrou luz de 1,53 µm, perto do limite do que o olho humano enxerga. O do James Webb foi até 15 µm, cerca de 9,8 vezes mais longe no espectro.
Comprimento de onda maior significa luz mais fria, e luz mais fria atravessa poeira. É por isso que colunas escuras e opacas nas imagens do Hubble aparecem transparentes nas do Webb, com estrelas recém-nascidas visíveis lá dentro. O Hubble não estava errado: ele mostrava a superfície da nuvem, que é o que a luz visível alcança.
A troca tem um preço. O Webb não registra a luz azul e ultravioleta que o Hubble captura tão bem, e que revela gás quente e estrelas jovens e massivas. Os dois telescópios continuam em operação porque um não substitui o outro.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · MIRI5,6 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · MIRI · Silicate10 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · MIRI12,8 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI15 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · WFC3 · H2O/CH4 continuum1,27 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · WFC3 · H2O/CH4 line1,38 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H2O and NH31,53 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Centro da Via Láctea: Hubble x Webb. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/hubble-x-webb/centro-da-via-lactea. Consultado em: 23/08/2026.