Hubble x James Webb: o mesmo objeto, dois telescópios
19 objetos deste acervo foram fotografados pelos dois. Compare e entenda o que muda.
O Hubble está em órbita desde 1990 e enxerga sobretudo a mesma faixa de luz que seus olhos enxergam, mais um pouco de ultravioleta e de infravermelho próximo. O James Webb entrou em operação em 2022 e foi construído para enxergar calor: infravermelho, em comprimentos de onda várias vezes maiores.
Essa diferença muda o que aparece. A poeira que bloqueia a luz visível deixa a luz infravermelha passar, então uma coluna sólida e escura numa imagem do Hubble pode virar uma nuvem semitransparente cheia de estrelas na imagem do Webb. Nenhuma das duas está errada: elas registram coisas diferentes.
Em cada comparação abaixo, a régua de comprimento de onda mostra exatamente onde cada filtro registrou luz. Os números vêm do metadado publicado pelos próprios observatórios.
Galáxia do CharutoGaláxiaUma galáxia fabricando estrelas num ritmo dez vezes acima do normal, expelindo gás quente pelos polos.
Galáxia FantasmaGaláxiaUma espiral quase perfeitamente simétrica, e um dos melhores exemplos do que muda entre a visão do Hubble e a do James Webb.
Galáxia Messier 106GaláxiaUma espiral com dois braços a mais do que deveria ter, feitos não de estrelas, mas de gás aquecido pelo buraco negro central.
Centaurus AGaláxiaA galáxia ativa mais próxima da Terra, cortada por uma faixa de poeira que é a cicatriz de uma fusão.
Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163Galáxias em interaçãoDuas galáxias espirais no começo de uma colisão que vai durar mais tempo do que a espécie humana existe.
Pilares da Criação, na Nebulosa da ÁguiaNebulosa de emissãoTrês colunas de gás e poeira onde estrelas estão nascendo, na imagem mais reproduzida da história do Hubble.
Nebulosa de CarinaRegião de hidrogênio ionizadoUma das maiores regiões de formação estelar da galáxia, visível a olho nu do Brasil, e o palco de Eta Carinae.
Nebulosa Cabeça de CavaloNebulosa escuraUma coluna de poeira escura recortada contra gás brilhante, e um dos casos em que o infravermelho muda tudo.
Nebulosa do CaranguejoRemanescente de supernovaOs destroços de uma estrela que explodiu em 1054, registrada por astrônomos chineses, com um pulsar girando 30 vezes por segundo no centro.
Nebulosa da Aranha VermelhaNebulosa planetáriaUma nebulosa planetária com ondas de gás de quase cem bilhões de quilômetros de altura, geradas por uma das estrelas mais quentes conhecidas.
Cassiopeia ARemanescente de supernovaO resto de supernova mais jovem conhecido na nossa galáxia, de uma explosão que aconteceu por volta de 1680.
Nebulosa da TarântulaRegião de formação de estrelasA região de formação estelar mais violenta do grupo local, numa galáxia vizinha, com estrelas de mais de cem massas solares.
Nebulosa de SerpensNebulosa de reflexãoUm berçário estelar onde o James Webb flagrou jatos de estrelas recém-nascidas todos apontando na mesma direção.
Aglomerado NGC 602Aglomerado de estrelasUm aglomerado jovem numa galáxia vizinha, escavando a nuvem que o gerou num ambiente parecido com o do universo primitivo.
Westerlund 1Aglomerado abertoO aglomerado de estrelas mais massivo conhecido na Via Láctea, escondido atrás de poeira densa.
Westerlund 2Aglomerado abertoUm aglomerado jovem no meio de uma nuvem que ele está destruindo, escolhido para os 25 anos do Hubble.
Aglomerado MACS J0416Aglomerado de galáxiasUm aglomerado usado como lente para enxergar mais fundo, observado pelo Hubble e pelo James Webb.
Quasar SDSS J1652QuasarUm quasar do universo jovem cujo vento está desmontando a própria galáxia que o abriga.
UranoPlanetaUm planeta deitado de lado, com anéis que só aparecem em infravermelho e estações que duram vinte anos.
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia Fantasma
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia Messier 106
- Centaurus A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0
- Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Cassiopeia A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa da Tarântula
Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa de Serpens
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, K. Pontoppidan (NASA’s Jet Propulsion Laboratory), J. Green (Space Telescope Science Institute) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 602
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, P. Zeidler, E. Sabbi, A. Nota, M. Zamani (ESA/Webb) ESA/Webb CC BY 4.0
- Westerlund 1
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0416
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Quasar SDSS J1652
- Urano
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Hubble x James Webb. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/hubble-x-webb. Consultado em: 23/08/2026.