Informática para concursos: o que cai e como estudar

O que cai de informática em concursos públicos e como estudar: hardware e software, Windows, pacote Office, internet e e-mail, e segurança da informação, com exemplos do que as bancas cobram.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalCartilha CERT.br, Microsoft Support e gov.br
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Informática para concurso público cobra o uso prático do computador, não programação. As bancas Cebraspe, Cesgranrio, FGV e FCC repetem cinco blocos em quase todo edital: hardware e software, sistema operacional, pacote Office, internet e segurança da informação. Este guia mostra o que cada bloco cobra, com exemplos concretos e uma tabela de referência. Para estudar tudo isso com aulas e exercícios no navegador, use o curso de Informática Básica, gratuito, e acompanhe os editais abertos no Radar de Concursos.

Resposta rápida

  • Cinco blocos se repetem: hardware e software, sistema operacional, Office, internet e segurança.
  • O foco é uso prático: atalhos, salvar arquivos, fórmulas simples de Excel e reconhecer golpes.
  • Não precisa saber programar em cargos gerais; isso só cai em vagas de TI.
  • Resolver questões da sua banca vale tanto quanto estudar a teoria.

Hardware e software: o começo de tudo

Hardware é a parte física do computador; software é o programa que roda nela. As bancas cobram essa separação e pedem para você classificar peças. Processador, memória RAM, disco (HD ou SSD), placa-mãe, teclado e monitor são hardware. Windows, Word, navegador e antivírus são software. Uma pegadinha clássica: a memória RAM é volátil, ou seja, perde o conteúdo quando o computador desliga; o disco é permanente e guarda os arquivos. Outra distinção cobrada é entre dispositivo de entrada (teclado, mouse, scanner), de saída (monitor, impressora, caixa de som) e de entrada e saída ao mesmo tempo (a tela sensível ao toque, o pendrive).

Dentro de software, separe o sistema operacional (o programa que gerencia a máquina) dos aplicativos (que você abre para trabalhar). Saber que o Windows é sistema operacional e o Excel é aplicativo já responde muita questão de classificação.

Sistema operacional: Windows na prática

O sistema operacional cobrado é quase sempre o Windows, e a prova mede se você sabe navegar nele. O Explorador de Arquivos (antes chamado Windows Explorer) organiza pastas e arquivos; é ali que você copia, move, renomeia e apaga. Uma diferença muito cobrada: apagar com Delete manda o arquivo para a Lixeira, de onde dá para recuperar; apagar com Shift Delete remove sem passar pela Lixeira. Extensões de arquivo indicam o tipo: .docx é Word, .xlsx é Excel, .pdf abre em leitor de PDF e .exe é um programa executável.

Os atalhos são campeões de questão. Guarde os essenciais: Ctrl C copia, Ctrl V cola, Ctrl X recorta, Ctrl Z desfaz, Ctrl S salva, Alt Tab alterna entre janelas e a tecla Windows abre o menu Iniciar. Windows E abre o Explorador de Arquivos, e Windows D mostra a área de trabalho. Esses aparecem em todas as bancas.

Pacote Office: Word e Excel

Word e Excel dominam essa parte da prova. No Word, a banca cobra formatar texto (negrito com Ctrl B, itálico com Ctrl I, sublinhado com Ctrl U), alinhar parágrafos, usar cabeçalho e rodapé e a diferença entre Salvar e Salvar como. Salvar grava por cima do arquivo atual; Salvar como cria uma cópia nova, útil para mudar o nome ou o formato.

No Excel, o coração da prova são as fórmulas, que sempre começam com o sinal de igual. As mais cobradas são simples:

=SOMA(A1:A10)      soma as células de A1 até A10
=MEDIA(B1:B5)      calcula a média
=MAXIMO(C1:C20)    retorna o maior valor
=MINIMO(C1:C20)    retorna o menor valor
=SE(A1>7;"Aprovado";"Reprovado")   testa uma condição

Repare no uso do ponto e vírgula para separar argumentos e nos dois pontos para indicar um intervalo de células. A função SE cai bastante: ela testa uma condição e devolve um resultado se verdadeira e outro se falsa. Praticar essas fórmulas numa planilha real fixa muito mais do que só ler a sintaxe.

Internet, navegadores e nuvem

Aqui a banca cobra conceitos do dia a dia online. A URL é o endereço de um site, com partes como o protocolo (https), o domínio (gov.br) e o caminho da página. O cadeado e o https indicam conexão criptografada, mas cuidado: https sozinho garante que a conexão é segura, não que o site é confiável; um site de golpe também pode ter cadeado. Cookies são pequenos arquivos que o site guarda no navegador para lembrar de você.

No e-mail, separe os campos: Para é o destinatário principal, Cc é cópia visível a todos e Cco é cópia oculta, em que os destinatários não veem uns aos outros. Computação em nuvem é usar programas e guardar arquivos em servidores acessados pela internet, como Google Drive e OneDrive, em vez de tudo no seu computador. A banca gosta de perguntar a vantagem (acesso de qualquer lugar) e o risco (depender de conexão e confiar num terceiro).

Segurança da informação: o bloco que mais cresce

Segurança virou tema pesado nas provas porque golpes se multiplicaram. Phishing é a fraude em que um e-mail ou mensagem falsa se passa por banco, loja ou órgão para roubar senha ou dados. Malware é o nome geral de programa malicioso; dentro dele estão o vírus (que se anexa a arquivos), o ransomware (que sequestra seus arquivos e cobra resgate) e o spyware (que espiona o que você faz). Engenharia social é o golpe que engana a pessoa em vez de atacar a máquina, como o falso funcionário que liga pedindo sua senha.

As defesas cobradas são práticas: senha forte é longa, única por conta e difícil de adivinhar; a autenticação em duas etapas soma uma segunda prova além da senha, como um código no celular; o backup é a cópia de segurança que salva seus dados se o computador for infectado ou quebrar. A regra de ouro que a banca reforça: nunca clicar em link de e-mail suspeito nem informar senha por mensagem, porque banco e órgão público não pedem senha assim.

O que cada bloco cobra, resumido

TópicoO que a banca cobra
Hardware e softwareClassificar peças, entrada e saída, RAM volátil x disco permanente
Sistema operacionalWindows, Explorador de Arquivos, Lixeira, atalhos, extensões
OfficeWord (formatar, salvar) e Excel (fórmulas SOMA, MEDIA, SE)
Internet e nuvemURL, https, cookies, campos de e-mail (Cc, Cco), Drive e OneDrive
SegurançaPhishing, malware, senha forte, dupla etapa, backup, golpes
Redes básicasWi-Fi, IP, cabo e sem fio; mais cobrado em cargos técnicos

Como montar seu estudo

Comece pelo edital do concurso que você vai prestar e marque quais dos blocos acima aparecem e com que peso. Estude a teoria em aulas curtas, praticando no próprio computador cada atalho e cada fórmula em vez de só ler. Depois resolva muitas questões da banca do seu edital, porque cada banca tem manias próprias de cobrar o mesmo tema. Ao errar, volte à teoria daquele ponto específico. Esse ciclo de estudar, praticar e resolver rende mais que ler o conteúdo do início ao fim uma vez só.

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Fontes

Conclusão

Informática de concurso é uso prático do computador dividido em cinco blocos que se repetem: hardware e software, sistema operacional, Office, internet e segurança. Estude a teoria, pratique atalhos e fórmulas na máquina e resolva questões da sua banca. Para estudar de graça, com aulas, exercícios e certificado, use o curso de Informática Básica, acompanhe os editais no Radar de Concursos e conheça todos os cursos gratuitos do ValorFinal.

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Como validamos os cálculos

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Perguntas frequentes

O que cai em informática nos concursos públicos?
As bancas cobram cinco blocos que se repetem em quase todo edital: conceitos de hardware e software, sistemas operacionais (quase sempre o Windows, com atalhos e gerenciador de arquivos), pacote Office (Word e Excel, incluindo fórmulas básicas), navegadores e internet (URL, e-mail, computação em nuvem) e segurança da informação (phishing, malware, senhas fortes, backup). Redes básicas aparecem em cargos mais técnicos. O peso muda de edital para edital, mas o conjunto de temas é bem estável.
Preciso saber programar para passar em informática de concurso?
Não. A prova de informática para cargos gerais mede uso do computador no dia a dia, não programação. Você precisa reconhecer o que faz um atalho como Ctrl C e Ctrl V, entender o que é um sistema operacional, saber a diferença entre salvar e salvar como no Word, ler uma fórmula simples de Excel e identificar um golpe de phishing. Cargos de analista de TI têm prova específica, aí sim com programação e redes a fundo.
Qual banca é mais difícil em informática: Cebraspe, FGV, FCC ou Cesgranrio?
Cada uma tem um estilo. O Cebraspe usa itens de certo ou errado, e um detalhe pequeno derruba a questão inteira, então cobra precisão. FGV e FCC costumam usar múltipla escolha com pegadinhas em atalhos e fórmulas de Excel. A Cesgranrio gosta de casos práticos e telas. Não existe banca fácil: o segredo é estudar o conteúdo e resolver muitas questões da banca do seu edital para pegar o jeito de cada uma.
Vale a pena decorar todos os atalhos de teclado?
Vale conhecer os mais cobrados, não decorar uma lista gigante sem uso. Ctrl C, Ctrl V, Ctrl X, Ctrl Z, Ctrl S, Ctrl P, Alt Tab e a tecla Windows aparecem sempre. No Word, Ctrl B para negrito e Ctrl I para itálico. No Excel, F2 para editar a célula e Ctrl setas para pular entre dados. A forma que fixa de verdade é praticar no próprio computador enquanto estuda, não só ler a tabela.
Como estudar segurança da informação para concurso?
Foque nos conceitos que a banca repete: o que é phishing, malware, vírus, ransomware e engenharia social; por que senha forte é longa e única; para que serve o backup e a autenticação em duas etapas. Estude a diferença entre golpes que enganam a pessoa e ataques que exploram falhas do sistema. A Cartilha de Segurança do CERT.br cobre esses temas em linguagem simples e é fonte confiável para revisar.
Onde estudar informática para concurso de graça e sem instalar nada?
Dá para começar pelo navegador. O curso de Informática Básica do ValorFinal cobre hardware, software, Windows, Office, internet e segurança em aulas curtas, com exercícios corrigidos e certificado, sem custo e sem instalação. Junte com o Radar de Concursos, que lista editais abertos do Diário Oficial, para estudar já pensando na prova que você vai prestar.