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Calculadora de Queda de Tensão em Circuito Elétrico

Estime a queda de tensão em volts e em porcentagem para circuitos elétricos monofásicos, bifásicos ou trifásicos. Usa fórmula simplificada, não substitui projeto elétrico ou responsável técnico.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalABNT NBR 5410 / fórmula simplificada / resistividade de condutores
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Atenção: Este cálculo é educativo e estimativo. Os resultados dependem das hipóteses adotadas, das unidades informadas, do modelo de carregamento, das propriedades do material e das condições de apoio. Não substitui projeto estrutural, verificação normativa, ART/RRT, software de engenharia validado ou análise de profissional habilitado.
Atenção: Esta ferramenta usa fórmula simplificada e é de caráter educacional e estimativo. Não constitui projeto elétrico, dimensionamento definitivo de cabo, ART ou conformidade normativa. Não substitui engenheiro elétrico habilitado.

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A queda de tensão estima quantos volts (e qual percentual) se perdem ao longo de um condutor por causa da sua resistência. Depende do comprimento, da corrente, da seção do cabo e do material. A ABNT NBR 5410 recomenda manter a queda dentro de limites (em geral até 4% em circuitos terminais).

Como funciona este cálculo

A calculadora usa a fórmula ôhmica simplificada: a queda em volts é proporcional ao comprimento, à corrente e à resistividade do material, e inversamente proporcional à seção do condutor. Em circuitos monofásicos/bifásicos, multiplica por 2 (ida e volta); em trifásicos, por √3.

O percentual é a queda dividida pela tensão nominal. Se passar do limite informado, a ferramenta sugere aumentar a seção ou reduzir o comprimento. Para uma estimativa de obra civil, veja a calculadora de concreto.

Fórmula

Mono/bifásico: ΔV = (2 × L × I × ρ) ÷ S

Trifásico: ΔV = (√3 × L × I × ρ) ÷ S

Queda % = (ΔV ÷ tensão nominal) × 100

Referência: ABNT NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão). Fórmula ôhmica simplificada, estimativa preliminar de apoio. Não dispensa projeto e ART.

Limitações

  • Modelo simplificado: não inclui reatância, fator de potência real, temperatura de operação, agrupamento de cabos nem método de instalação.
  • Usa resistividade a 20°C; a 70-90°C de operação a perda é maior.
  • Não dimensiona o condutor por capacidade de corrente nem por proteção; é só a verificação de queda de tensão.
  • Não substitui projeto elétrico, a ABNT NBR 5410 completa nem responsável técnico habilitado.

Guia completo

Queda de tensão explicada: o que é e por que importa

Entenda o que é queda de tensão em um circuito elétrico, como a corrente, a distância, a tensão e a seção do cabo influenciam o resultado, e por que ela importa para o dimensionamento, com um exemplo numérico simples.

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Atualizado em . Fontes: ABNT NBR 5410 / fórmula simplificada / resistividade de condutores.

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Perguntas frequentes

O que é queda de tensão em um circuito elétrico?

Queda de tensão é a diferença de tensão entre o início e o final de um condutor elétrico percorrido por uma corrente. Ela ocorre devido à resistência elétrica do cabo. Quanto maior o comprimento do condutor, maior a corrente ou menor a seção transversal do cabo, maior será a queda de tensão. Uma queda de tensão elevada causa redução de desempenho em equipamentos, aquecimento excessivo e até danos.

Qual é o limite de queda de tensão recomendado?

A ABNT NBR 5410 estabelece limites de queda de tensão para instalações de baixa tensão no Brasil. Em geral, o limite é de 4% para circuitos terminais e 7% no total da instalação (da origem até a saída). No entanto, o limite exato depende do tipo de instalação, da carga e das condições específicas do projeto. Consulte um engenheiro elétrico para dimensionamento conforme a norma completa.

Por que há diferença entre circuito monofásico e trifásico no cálculo?

A diferença está no fator multiplicador da fórmula. Em circuitos monofásicos ou bifásicos, a corrente percorre ida e volta pelo condutor, dobrando o comprimento elétrico efetivo, por isso usa-se o fator 2. Em circuitos trifásicos equilibrados, o fator é √3 (aproximadamente 1,732) por conta da defasagem entre as fases. A fórmula usada nesta calculadora é simplificada e não considera reatância indutiva.

Qual a diferença entre cobre e alumínio no dimensionamento de cabos?

Cobre e alumínio têm resistividades diferentes: o cobre tem resistividade aproximada de 0,0175 Ω.mm²/m e o alumínio de 0,028 Ω.mm²/m a 20°C. Isso significa que, para a mesma seção de cabo, o alumínio terá maior resistência e portanto maior queda de tensão do que o cobre. O alumínio é mais barato e leve, mas exige seções maiores para atingir o mesmo desempenho elétrico. O dimensionamento completo também considera outros fatores como temperatura de operação.

Esta calculadora é suficiente para dimensionar o cabo de uma instalação?

Não. Esta ferramenta fornece apenas uma estimativa preliminar da queda de tensão usando fórmula simplificada. O dimensionamento completo de um cabo elétrico considera capacidade de corrente (ampacidade), método de instalação, temperatura de operação, agrupamento de cabos, queda de tensão, proteção contra sobrecarga e curto-circuito, tipo de isolação, norma aplicável (ABNT NBR 5410) e outros fatores. O dimensionamento deve ser feito por engenheiro elétrico habilitado.

O que fazer quando a queda de tensão calculada estiver acima do limite?

Quando a queda de tensão estimada excede o limite informado, as principais medidas são: aumentar a seção transversal do cabo (mm²), reduzir o comprimento do circuito (quando possível), aproximar o quadro de distribuição das cargas, dividir o circuito, ou usar material de menor resistividade. Em cada caso, o engenheiro elétrico avalia a solução mais adequada considerando custo, segurança e conformidade normativa.

A resistividade usada nesta calculadora é a definitiva para o dimensionamento?

Não. Esta calculadora usa valores de resistividade a 20°C (cobre ≈ 0,0175 Ω.mm²/m, alumínio ≈ 0,028 Ω.mm²/m) para fins de estimativa. Na prática, a resistividade aumenta com a temperatura, a 75°C (temperatura típica de operação), o cobre tem ρ ≈ 0,0217 e o alumínio ≈ 0,0343 Ω.mm²/m. Para dimensionamento real, devem-se usar os valores correspondentes à temperatura de operação do condutor conforme a norma.